sábado, 19 de fevereiro de 2011

TERMINA AMANHÃ O HORÁRIO DE VERÃO

Depois de quatro meses de vigência, o horário de verão acaba neste domingo, 20. Nesse dia, os moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão atrasar os relógios em uma hora.

A expectativa do Ministério de Minas e Energia é que haja uma redução de até 5% na demanda de energia elétrica nos horários de pico nessas regiões. Nos últimos dez anos, a adoção da medida proporcionou uma redução média de 4,7% na demanda por energia no horário de maior consumo. Em 2009, a redução na demanda de energia elétrica no horário de verão foi de aproximadamente 4,4% nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e de 4,5% na Região Sul.

O horário de verão é adotado sempre nesta época do ano por causa do aumento na demanda por energia, que é resultado do calor e do crescimento da produção industrial às vésperas do Natal. Neste período, os dias têm maior duração por causa da posição da Terra em relação ao Sol, e a luminosidade natural pode ser mais bem aproveitada.

A mudança de horário ocorre sempre no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.

SANTO DO DIA - Pe. Ibiapina

José Antônio de Maria Ibiapina nasceu aos 5 de agosto de 1806, em Sobral, Ceará. Era o terceiro dos oito filhos de Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria de Jesus, um casal de fazendeiros decadentes, porém dotados de fé e humildade. Em 1816 a família se transfere para a vila de Icó, onde o pai assume as funções de escrivão. A família está com muitas dificuldades financeiras.

Ibiapina se hospeda, então na casa do padre Antônio Manuel de Sousa, que se ocupou de sua educação religiosa e foi um importante padrinho. Nesta época, Ibiapina já estava consciente da fragilidade da justiça e da política de sua região, especialmente pela convivência com seu pai, serventuário a justiça, que o fez conhecedor dos bastidores do poder. Ele estava certo de que iria se tornar um defensor dos oprimidos e carentes daquela terra sem lei. José Ibiapina ingressa no seminário de Olinda em 1823 mas o deixa para iniciar os estudos de direito.

Em 1828 ingressa no curso Jurídico, finalizando os estudos em 1832. Em 1834 é eleito deputado. Desde o começo se posicionava como um defensor das questões sociais e como um autêntico nacionalista, opondo-se, muitas vezes, a políticos e autoridades influentes. Terminada sua legislatura, Ibiapina não mais desejava continuar na vida pública e se dedicou ao seu ofício de advogado, principalmente em causas de pessoas humildes e sem posses. Mas a advocacia não era o que realmente satisfazia a inquietude de seu espírito. Decepcionado com a vida, com o matrimônio e com os homens, resolve abandonar a promissora carreira e se tornar sacerdote.

Em 1853, após um longo retiro espiritual, José Ibiapina recebeu as primeiras ordens, com o consentimento do bispo D. João. Começava aí a parte mais ativa de sua vida. Depois de ter sido professor do seminário inicia uma vida de peregrinação pelo interior de todo o Nordeste, para levar a mensagem confortadora do Evangelho e os dons da caridade aos irmãos mais humildes e abandonados. Movimentou-se do Piauí a Pernambuco, por diversos vilarejos, fundando colégios, hospitais, capelas, igrejas, cemitérios e até açudes. Mas, a principal marca do padre Ibiapina foram as chamadas Casas de Caridade, que começaram a surgir quando da grande epidemia de cólera que se alastrou por Pernambuco, e que prestavam atendimento de saúde aos doentes mais pobres.

Mais tarde, e com a ajuda de algumas religiosas missionárias, as Casas de Caridade passaram a oferecer formação moral e intelectual para os jovens e a abrigar órfãos e abandonados. Mas não foram apenas obras materiais as que padre Ibiapina construiu. Por onde passou, acalentou as pessoas, pregou a Palavra de Deus, apaziguou inimizades e disseminou o amor, como relatam alguns de seus biógrafos. O povo amava o Padre-Mestre, como era carinhosamente chamado.

Acometido de uma paralisia nas pernas, fruto dos anos de peregrinação, padre Ibiapina ficou preso a uma cadeira de rodas. Já em 1882 sofria de problemas vasculares que culminaram em alguns derrames. Acaba falecendo no dia 19 de fevereiro de 1883. Tantos foram os feitos de José Ibiapina que fora aclamado santo ainda em vida pelo povo nordestino. Atualmente seu processo de beatificação tramita no Vaticano.

TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS - Marcos 9, 2-13

Esta narrativa da transfiguração revela a dignidade e a glória já presentes na humanidade de Jesus, porém ainda não percebidas pelos discípulos. Ela tem o objetivo pedagógico de instrução das comunidades, as quais vão compreendendo-a progressivamente, o que é próprio ao amadurecimento da consciência. "O que significaria esse 'ressuscitar dos mortos'"? Nenhuma resposta teórica esgota o seu significado. O que os discípulos experimentaram foi o amor eterno de Jesus, Filho de Deus, que glorifica o Pai no cumprimento de sua missão. Envolver-se nos laços desse amor, nas relações humanas, na família, na comunidade, na sociedade, é entrar em comunhão com a vida e o amor eterno de Deus.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

SANTO DO DIA - Santo Aleixo Falconieri

Aleixo nasceu em 1200 na cidade de Florença, Itália. Era filho de Bernardo Falconieri, um príncipe mercante florentino, e um dos líderes daquela república. A cidade vivia em luta. Brigavam pelo poder duas famílias poderosas: os Guelfi e os Ghibelini. A família Falconieri pertencia ao partido dominante dos Guelfi.

Nesta época, Aleixo era um jovem comerciante influente, nobre, rico, inteligente e alegre, que resolveu crescer acima deste mundo material. Ele tinha uma conduta cristã exemplar, era muito piedoso e devoto da Virgem Maria. Junto com seis amigos, ligados por uma estreita amizade fraterna, formaram um grupo que se encontrava para rezar e cantar "laudas" para Maria. No dia 15 de agosto de 1233, os sete: Bonfiglio, Bonaiuto, Amadio, Ugocio, Sostenio, Manejo e Aleixo, estavam reunidos rezando diante da imagem da Virgem quando ela se mexeu. Depois, na volta para casa Nossa Senhora apareceu vestida de luto chorando e, disse que a causa de sua tristeza era a longa guerra civil daquela cidade.

Decidiram abandoar tudo e fundaram a "Ordem dos Servidores de Nossa Senhora", ou Servitas, em monte Senário, perto da cidade. Vestiram-se de preto em reverência à Virgem de luto e adotaram a Regra de Santo Agostinho. A ordem foi aceita pelo Vaticano e os fundadores foram consagrados sacerdotes, menos Aleixo que se recusou a vestir o hábito.

Aleixo possuía uma humildade infinita. Na gruta em que vivia no monte Senário, tinha momentos de profunda comunhão espiritual com a Virgem Maria e seu Filho Redentor. Saia do seu retiro apenas para pedir e mendigar a caridade para os necessitados e para rezar na pequena capela de Nossa Senhora situada na beira da estrada. Sua vida foi austera e sincera de eremita penitente. As roupas eram as mais pobres, o leito era de tábuas ásperas e sem cobertores. Comia pouquíssimo, permanecendo em constante oração. Assim era o sincero e humilde irmão Aleixo, que mesmo vivendo mais de cem anos, nunca se sentiu digno o suficiente para representar o Pai Eterno através da ordenação sacerdotal.

Aleixo era responsável pelo setor financeiro e administrativo das várias casas da ordem que surgiram na Itália, tendo vivido em todas elas. Em 1252, a igreja nova em Cafagio, nos arredores de Florença, foi terminada sob seu cuidado, e totalmente financiada pelas famílias dos Guelfi e os Ghibelini. Ele transformou aquela pequena igreja em que ia rezar à beira da estrada, numa grande igreja dedicada a Nossa Senhora das Dores, dando origem ao seu culto que se propagou entre os cristãos do mundo inteiro. Foi diretor espiritual de muitos vultos do clero, que se tornaram santos, como sua sobrinha: Santa Juliana Falconieri.

Em 1304, quando a Santa Sé aprovou oficialmente a "Ordem dos Servidores de Maria" apenas Aleixo ainda estava vivo. A tradição diz que antes de morrer ele ficou rodeado de anjos e recebeu a visita de Cristo, na figura de menino, que lhe oferecia uma coroa de ouro.

Com cento e dez anos, ele morreu sereno no dia 17 de fevereiro de 1310 em monte Senário. Ele foi beatificado oito anos antes que os outros seis fundadores. Em 1888, todos foram canonizados juntos, para assim serem cultuados no dia da morte de Santo Aleixo Falconieri.

QUEM É JESUS PARA NÓS? - Marcos 8, 27-33

Marcos coloca esta narrativa em um momento de virada no andamento do ministério de Jesus. Jesus exercera seu ministério na Galiléia e territórios gentílicos vizinhos. Agora, estando ao norte da Palestina, dispõe-se a ir para Jerusalém, ao sul, onde se dará o confronto final com os chefes de Israel. Jesus, então, insiste em esclarecer os discípulos sobre sua missão. O surpreendente agir de Jesus deixava interrogações sobre a sua identidade. Alguns o identificavam com João Batista ou Elias, que eram profetas populares. Porém Pedro, em nome dos demais, o identifica como sendo o messias glorioso esperado pelas elites de Israel. Segue-se uma troca de repreensões: Jesus repreende Pedro por identificá-lo com o messias poderoso; depois Pedro repreende Jesus por se dispor a ir a Jerusalém, sujeitar-se à perseguição e ao sofrimento; finalmente Jesus repreende novamente e severamente Pedro por tal compreensão.

SALÁRIO MÍNIMO É DE R$ 545

A Câmara acaba de aprovar, em votação simbólica, projeto de lei do Executivo que reajuste o salário mínimo para R$ 545 e as diretrizes para a política de valorização do mínimo a vigorar entre 2012 e 2015, ressalvados dois destaques que pretendem alterar o valor de R$ 545.

Antes, os deputados haviam aprovado o parecer do relator, deputado Vicentinho (PT-SP), contrário à grande maioria das emendas apresentadas pelos parlamentares.

Vicentinho alterou o texto do governo no Artigo 3º para clarear as dúvidas e estabeleceu que o decreto a ser editado pelo governo para o reajuste do mínimo serve para cumprir a lei.

CATEQUESE: Santidade é abrir as janelas da alma à luz de Deus, afirma Papa

O Papa Bento XVI dedicou a Catequese desta quarta-feira, 16, a São João da Cruz, amigo espiritual da grande mística espanhola Teresa de Jesus, sobre a qual o Papa falou há duas semanas.

O Pontífice ressaltou o que é santidade, a partir do ensinamento do santo espanhol:

"A santidade não é uma obra nossa, muito difícil, mas é exatamente essa "abertura": abrir as janelas da nossa alma para que a luz de Deus possa entrar, não esquecer de Deus, porque exatamente na abertura à sua luz se encontra a força, se encontra a alegria dos remidos. Peçamos ao Senhor para que nos ajude a encontrar essa santidade, deixemo-nos amar por Deus, que é a vocação de nós todos e a verdadeira redenção".

São João da Cruz é Doutor da Igreja e chamado na tradição de Doctor mysticus, “Doutor místico”. Ele foi companheiro de Santa Teresa no árduo processo de reforma da Ordem Carmelitana, que originou a família dos Carmelitanos Descalços, nos ramos feminino e masculino.

O Papa também recordou que o caminho com Cristo não representa um peso a mais ao já suficientemente fardo da vida:

"Não é algo que tornaria mais pesado esse fardo, mas é algo completamente diferente, é uma luz, uma força, que nos ajuda a levar esse fardo. Se um homem carrega consigo um grande amor, esse amor lhe dá quase asas, e suporta mais facilmente todas as moléstias da vida, porque leva em si essa grande luz; isso é a fé: ser amado por Deus e deixar-se amar por Deus em Cristo Jesus. Esse deixar-se amar é a luz que nos ajuda a levar o fardo todo o dia".

O Santo Padre fez um resumo das quatro maiores obras so santo:Subida ao Monte Carmelo; Noite escura; Cântico espiritual e Chama viva de amor.

"No Cântico espiritual, São João apresenta o caminho de purificação da alma, isto é, a progressiva posse alegre de Deus, até que a alma passe a sentir que ama a Deus com o mesmo amor com que é amada por Ele. A Chama viva de amor prossegue nessa perspectiva, descrevendo mais detalhadamente o estado de união transformadora com Deus. A vida da alma é uma contínua festa do Espírito Santo, que deixa entrever a glória da união com Deus na eternidade", disse.

O célebre Cântico espiritual foi escrito, juntamente com outros poemas, durante o período em que o santo permaneceu aprisionado devido a injustas acusações. Sobre a Subida ao Monte Carmelo, o Bispo de Roma disse:

"Apresenta o itinerário espiritual do ponto de vista da purificação progressiva da alma. [...] Tal purificação é proposta como um caminho que o homem empreende, colaborando com a ação divina, para libertar a alma de todo apego ou afeto contrário à vontade de Deus. A purificação, que para chegar à união com Deus deve ser total, inicia a partir da vida dos sentidos e prossegue naquela que se obtém por meio das três virtudes teologais: fé, esperança e caridade, que purificam a intenção, a memória e a vontade. [...] O esforço humano, de fato, é incapaz sozinho de chegar até as raízes profundas das inclinações e dos hábitos cativos da pessoa: pode somente freá-los, mas não erradicá-los completamente. Para fazê-lo, é necessária a ação especial de Deus, que purifica radicalmente o espírito e o dispõe à união de amor com Ele".

Um resumo possível da doutrina de São João da Cruz, segundo Bento XVI, seria: "Todas as coisas criadas são nada em relação a Deus e nada tem valor fora d'Ele: por consequência, para chegar ao amor perfeito de Deus, todo outro amor deve configurar-se em Cristo ao amor divino".

SÃO JOÃO DA CRUZ

João da Cruz nasceu em 1542, no pequeno vilarejo de Fontiveros, próximo de Ávila, de Vecchia Castiglia, filho de Gonzalo de Yepes e Catalina Alvarez. Órfão de pai e de uma família muito pobre, devido às suas qualidades humanas e aos resultados nos estudos, foi admitido primeiro como enfermeiro no Hospital da Conceição e depois no Colégio dos Jesuítas aos dezoito anos. Ali estudou, por três anos, ciências humanas, retórica e línguas clássicas. Ao final da formação, ele tinha bem clara a sua vocação: a vida religiosa e, entre tantas ordens presentes em Medina, sentiu-se chamado ao Carmelo.

No verão de 1563, iniciou o noviciado junto aos carmelitanos da cidade, assumindo o nome religioso de Matias. No ano seguinte, foi destinado à prestigiada Universidade de Salamanca, onde estudou por um triênio arte e filosofia. Em 1567, foi ordenado sacerdote e retornou a Medina del Campo para celebrar a sua Primeira Missa, circundado pelo afeto dos familiares. Exatamente alí aconteceu o primeiro encontro entre João e Teresa de Jesus, levando-os a uma grande amizade e admiração recíproca.

João enfrentou com exemplar serenidade e paciência enormes sofrimentos. Morreu na noite entre 13 e 14 de dezembro de 1591, enquanto os coirmãos recitavam o Ofício matutino. Despediu-se deles dizendo: "Hoje vou cantar o Ofício no céu". Os seus restos mortais foram transladados a Segóvia. Foi beatificado por Clemente X em 1675 e canonizado por Bento XIII em 1726.

A AUDIÊNCIA

O encontro do Bispo de Roma com os fiéis reunidos na Sala Paulo VI aconteceu às 7h30 (horário de Brasília - 10h30 em Roma). O Papa continua uma breve série de encontros para completar a apresentação dos Doutores da Igreja, no contexto de Catequeses dedicadas aos padres da Igreja e grandes figuras de teólogos e mulheres da Idade média.

Na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa salientou:

"Amados peregrinos de língua portuguesa: a todos saúdo cordialmente e recordo, com São João da Cruz, que a santidade não é privilégio de poucos, mas vocação a qual todo cristão é chamado. Por isso, exorto-vos a entrardes de modo sempre mais decidido no caminho de purificação do coração e da vida, para irdes ao encontro de Cristo. Somente nele jaz a verdadeira felicidade. Ide em paz!".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O MELHOR REMÉDIO PARA PREOCUPAÇÃO É DEUS

Naqueles dias em que sua cabeça está cheia de preocupações. Quando tudo parece não estar indo bem. Os problemas estão se avolumando... e você sente estar embaixo de uma pilha de coisas ruins... o melhor remédio é Deus!

Jesus disse: não viva com preocupações. Não se preocupe com o que comer e beber. Nem com o que roupa vestir. Afinal de contas, a vida não é um bem maior do que todos os outros?

Veja os pássaros do céu: não semeiam, nem colhem, nem fazem estoque de alimento. Deus os alimenta e os mantém vivos.

Olhe as flores do campo: não trabalham nem se ocupam... entretanto, nada é mais belo do que elas, nem mesmo a roupa mais cara e bonita feita por mãos humanas. Se Deus cuida com tanto amor das flores, ele cuidará ainda melhor de você, que é seu bem mais precioso.

Não perca tempo com preocupações inúteis. Nem com pensamentos que não levam a lugar nenhum. Deus, que tudo vê, sabe do que você precisa.

Ponha Deus em seu coração. Viva os valores cristãos no dia-a-dia.

Seja bom, correto e justo. E você terá todas as coisas... todas as cosias realmente importantes para sua vida!

Não se preocupe com o que virá. Viva cada dia ao máximo!

Andréia e Marina

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AJUDE A ESCOLHER O CARTAZ DA FESTA DA PADROEIRA DO BRASIL

A partir de hoje, segunda-feira (14), os internautas poderão votar para a escolha do Cartaz da Festa da Padroeira 2011, através do Portal A12.

Durante aos finais de semana, os fiéis que visitarem o Santuário Nacional também poderão fazer a escolha.

Os cartazes que refletem o tema da festa deste ano ‘Senhora Aparecida reflexo do coração materno de Deus’ foram produzidos por cinco grupos de designers que já prestam serviço para o Santuário Nacional.

Das artes apresentadas à comissão organizadora, cinco finalistas estão concorrendo à aprovação popular.

ROSTO DE DEUS

Se a estrela perguntasse ao céu: onde posso encontrar o amor, o céu responderia: contemple-se!

Se a flor perguntasse ao jardim: onde posso encontrar o amor, o jardim responderia: contemple-se!

Se a fonte perguntasse ao rio: onde posso encontrar o amor, o rio responderia: contemple-se!

E se, por fim, você perguntasse a Deus: onde posso encontrar o amor, Deus responderia: contemple-se!

Que você tenha sempre a inspiração de se contemplar, para ser a fisionomia do amor brotar dessa contemplação.

Sua contemplação vai mostrar, que você é a maneira humana, que Deus escolheu, para nos revelar o seu rosto.

José Acácio Santana

SANTO DO DIA - São Círilo

Constantino nasceu em 826 na Tessalonica, atualmente Salonico,Grécia. Seu pai era Leão, um rico juiz grego, que teve sete filhos. Constantino o caçula e Miguel o mais velho, que mudaram o nome para Cirilo e Metódio respectivamente, ao abraçarem a vida religiosa.

Cirilo tinha catorze anos quando o pai faleceu. Um amigo da família, professor Fócio, que mais tarde ajudou seu irmão acusado de heresia, assumiu a educação dos órfãos em Constantinopla, capital do Império Bizantino. Cirilo aproveitou para aprender línguas, literatura, geometria, dialética e filosofia. De inteligência brilhante, se formou em tudo.

Rejeitando um casamento vantajoso, ingressou para a vida espiritual, fazendo votos particulares, se tornou bibliotecário do ex-patriarca. Em seguida foi cartorário e recebeu o diaconato. Mas sentiu necessidade de se afastar, indo para um mosteiro, em Bosforo. Seis meses depois foi descoberto e designado para lecionar filosofia. Em seguida, convocado como diplomata para a polemica questão sobre o culto das imagens junto ao ex-patriarca João VII, o Gramático. Depois foi resolver outra questão delicada junto aos árabes sarracenos que tratava da Santíssima Trindade. Obteve sucesso em ambas.

Seu irmão mais velho, que era o prefeito de Constantinopla, abandonou tudo para se dedicar à vida religiosa. Em 861, Cirilo foi se juntar a ele, numa missão evangelizadora, a pedido do imperador Miguel III, para atender o rei da Morávia. Este rei precisava de missionários que conhecessem a língua eslava, pois queria que o povo aprendesse corretamente a religião. Os irmãos foram para Querson aprender hebraico e samaritano.

Nesta ocasião, Cirilo encontrou um corpo boiando, que reconheceu ser o papa Clemente I, que tinha sido exilado de Roma e atirado ao mar. Conservaram as relíquias numa urna, que depois da missão foi entregue em Roma. Assim, Cirilo continuou estudando o idioma e criou um alfabeto, chamado "cirílico", hoje conhecido por "russo". Traduziu a Bíblia, os Livros Sagrados e os missais, para esse dialeto. Alfabetizou a equipe dos padres missionários, que começou a evangelizar, alfabetizar e celebrar as missas em eslavo.

Isto gerou uma grande divergência no meio eclesiástico, pois os ritos eram realizados em grego ou latim, apenas. Iniciando o cisma da Igreja, que foi combatido pelo então patriarca Fócio com o reforço de seu irmão. Os dois foram chamados por Roma, onde o papa Adriano II, solenemente recebeu as relíquias de São Clemente, que eles transportavam. Conseguiram o apoio do Sumo Pontífice, que aprovava a evangelização e tiveram os Livros traduzidos abençoados.

Mas, Cirilo que estava doente, piorou. Pressentido sua morte, tomou o hábito definitivo de monge e o nome de Cirilo, cinqüenta dias depois, faleceu em Roma no dia 14 de fevereiro de 868. A celebração fúnebre foi rezada na língua eslava, pelo papa Adriano II, sendo sepultado com grande solenidade na igreja de São Clemente. Cirilo e Metódio foram declarados pela Igreja como "apóstolos dos eslavos". O papa João Paulo II, em 1980, os proclamou junto com São Bento de "Patronos da Europa".

CORAÇÃO DURO NÃO CRÊ - Marcos 8,11-13

As provocações dos fariseus são insistentes. Já espionaram Jesus para ver se curava no sábado. A preocupação então não era o sinal da cura, mas a acusação da infração do sábado. Em casa, em Cafarnaúm, Jesus perdoou os pecados de um paralítico, e o cura, como sinal. Os que o espionavam não se preocupavam com o sinal, mas sim em acusá-lo de blasfêmia, por perdoar. Agora querem simplesmente um sinal vindo do céu. É para por Jesus à prova. Os sinais divinos no Antigo Testamento, eram os sinais de poder, tais como a destruição dos inimigos de Israel, tais como as pragas do Egito, culminando com a morte dos primogênitos das famílias egípcias, ou sinais de proteção do povo, tais como a abertura do mar Vermelho, o maná do deserto, ou o extermínio dos sete povos de Canaan, onde se instalou Israel. Jesus dá um suspiro profundo de mágoa. Os chefes judeus ("esta geração") estão fechados ao seu anúncio da universalidade e da misericórdia do Reino. O mais recente sinal, a partilha do pão, passou despercebida por eles. Esta partilha do pão exprime o compromisso concreto e histórico de Jesus com a implantação da justiça, com atitudes de compaixão e misericórdia, removendo a imagem do "inimigo" e descartando a violência, implantando a paz. Os sinais de Jesus, que são os sinais do Reino, são os atos em vista da libertação dos oprimidos e da promoção da vida.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

ÂNGELUS: Bento XVI explica qual a grande novidade trazida por Jesus

No Ângelus deste domingo, 13, o Papa Bento XVI prosseguiu sua reflexão acerca da leitura do "Sermão da Montanha", dentro da liturgia de hoje. De acordo com o Santo Padre, depois das Bem Aventuranças, Jesus proclama a nova Lei, a sua Torah. "De fato, o Messias, deveria trazer também a revelação definitiva da Lei. E Jesus declara: 'Não pensem que eu vim abolir a Lei e os profetas: Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento'", destacou.

"Mas em que consiste a plenitude da lei de Cristo e a superior justiça que Ele exige?" questiona o Pontífice.

Ao ressaltar que a novidade de Jesus significa, essencialmente, o fato que Ele preenche os mandamentos com o amor de Deus e com a força do Espírito Santo, Bento XVI afirma que os fiéis, pela fé em Cristo, podem se abrir à ação do Espírito Santo, que os torna capazes de viver o amor divino. "Todo preceito se torna verdadeiro como uma exigência do amor e todos se unem num único mandamento: amar a Deus com todo seu coração e amar o teu próximo como a ti mesmo", complementa.

A partir da citação da Carta de São Paulo aos Romanos - "A plenitude da lei é o amor" (cf. Rm 13,10) - o Papa recordou o lamentável caso de quatro crianças ciganas que morreram queimadas, na semana passada, na periferia de Roma, enquanto dormiam numa cabana que pegou fogo. "Uma sociedade solidária e fraterna, mais coerente no amor, ou seja, mais cristã, não poderia ter evitado um evento tão trágico?", perguntou Bento XVI. "E esta pergunta vale para todos os outros acontecimentos dolorosos, mais ou menos conhecidos, que acontecem diariamente em nossas cidades e países", acrescentou o Pontífice.

Bento XVI continuou ainda sua reflexão sobre a liturgia de hoje: "Talvez não seja uma coincidência que a primeira grande pregação de Jesus se chame 'Sermão da Montanha'! Moisés subiu ao monte Sinai para receber a Lei de Deus e levá-la ao povo eleito. Jesus é o Filho de Deus que desceu do céu para nos levar ao céu, a Deus, ao caminho do amor".

Por fim, o Santo Padre destaca que Jesus é o caminho e o povo de Deus deve segui-lo "a fim de colocar em prática a vontade de Deus e entrar em seu Reino, na vida eterna". Ele destacou ainda que somente uma criatura já chegou ao topo da montanha: a Virgem Maria. "Graças à união com Jesus, a sua justiça foi perfeita", concluiu Bento XVI, que convidou os fiéis a seguirem os passos de Maria, para que ela guie seus passos na fidelidade à Lei de Cristo.

Após a oração mariana do Ângelus, o Papa saudou em várias línguas os fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro e os convidou a serem promotores de uma civilização que ama a vida, respeitando e protegendo-a segundo a vontade do Criador.

O Santo Padre invocou a proteção da Virgem Maria, Nossa Senhora de Lourdes, a todos os enfermos do mundo inteiro e para as pessoas que os assistem.

SANTO DO DIA - Santo Martiniano

Martiniano era um monge eremita, mas acabou se tornando um andarilho para que o pecado nunca o achasse "em endereço fixo".

Martiniano era natural da Cesaréia, na Palestina, nasceu no século quatro. Desde a tenra idade decidiu ligar sua vida à Deus e aos dezoito anos ingressou numa comunidade de eremitas, não muito distante da sua cidade, onde se entregou à vida reclusa e viveu durante sete anos. A fama de sua sabedoria percorreu a Palestina e Martiniano passou a ser procurado por gente de todo o país que lhe pedia conselhos, orientação espiritual, a cura de doenças e até a expulsão de maus espíritos. Ganhou fama de santidade e essa fama atraiu Cloé, uma jovem cortesã.

Cloé era milionária, bela e conhecida como uma mulher de costumes arrojados e pouco recomendáveis. Fez uma espécie de aposta em seu círculo de amizades e afirmou que faria o casto monge se perder. Trocou suas roupas luxuosas por farrapos e procurou Martiniano, pedindo abrigo. Ele deixou que entrasse, acomodou-a e foi para os aposentos do fundo da casa, onde rezou entoando cânticos de louvor ao Senhor, antes de se recolher para dormir.

Mesmo assim, Cloé não desistiu. Pela manhã trocara os farrapos por uma roupa muito sensual, aguardando o ingresso do monge nos aposentos internos da casa. O que logo aconteceu, ela então utilizou argumentos espertos tentando seduzir Martiniano, mas, ao invés disso, acabou sendo convertida por ele. Cloé a partir de então, se recolheu ao convento de Santa Paula, em Belém, passando ali o resto de seus dias. E se santificou na vida religiosa consagrada à Deus.

Por sua vez, Martiniano, que chegou a sentir-se tentado, mudou-se dali para uma ilha. Porém, certa vez, naquelas águas que rodeavam a ilha ocorreu um naufrágio de um navio e uma jovem passageira chamada Fotinia que se salvou lhe pediu abrigo. Ele consentiu que ela ficasse, mas para não sentir a tentação novamente abandonou o lugar a nado, apesar do continente ficar muito distante. A tradição diz que ele não nadou, mas que Deus mandou dois delfins para apanhá-lo e levá-lo à terra firme, são e salvo.

O fato é que, depois disso, tomou uma decisão radical, tornou-se andarilho para nunca mais ter de abrigar ninguém e ser tentado pelo pecado. Vivia da caridade alheia e morreu em Atenas, no ano 400, depois de parar a caminhada numa igreja da cidade. Sabia que o momento chegara, recebeu os sacramentos e partiu para a Casa do Pai serenamente e na santa paz.

O SENTIDO COMPLETO DA LEI: O AMOR - Mateus 5, 17-37

Mateus, no seu evangelho, apresenta às suas comunidades oriundas do judaísmo Jesus como sendo aquele que vem atender às expectativas suscitadas pelo Primeiro Testamento. Contudo, com a proclamação das bem-aventuranças, Jesus transmite seus novos mandamentos, e afirma que quem viver estas bem-aventuranças é grande no Reino dos Céus. Jesus não pretende reformar o complexo doutrinal do judaísmo, mas vem revelar que qualquer doutrina ou lei só tem sentido se contribuir para o desabrochar da vida. Ele não propõe uma doutrina, mas ensina a prática restauradora da vida. Logo de inicio, no Sermão da Montanha, Jesus faz seis contraposições entre o que foi dito aos antigos, isto é, a doutrina do Primeiro Testamento, e o seu anúncio da novidade do Reino dos Céus. No evangelho de hoje temos quatro destas contraposições. A primeira contraposição é entre o antigo mandamento: "não matarás", e a nova prática de Jesus que descarta mesmo qualquer ofensa, ódio, ou difamação ao irmão, com o empenho em reconciliar-se com ele, caso haja qualquer desavença. A segunda contraposição acontece entre o mandamento: "não cometerás adultério", e um novo comportamento em que o próprio desejo do adultério não crie raízes no coração. Em seguida temos a contraposição entre o direito do homem despedir sua mulher, respaldado pela Lei de Moisés, e a remoção deste direito, pois o homem que assim fizer torna-se responsável caso a mulher se torne adúltera. Finalmente, a quarta contraposição é feita entre os antigos mandamentos de "não jurar falso" e "cumprir os juramentos feitos ao Senhor", e a rejeição de qualquer forma de juramento. Cabe a cada um assumir com responsabilidade seus atos, agindo de maneira coerente, refletida, e consequente, decidindo-se, simplesmente, pelo sim ou pelo não.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

SACERDÓCIO CRISTÃO NÃO EXISTE PARA SI MESMO, ENFATIZA PAPA

Qual é o lugar do sacerdócio ordenado, na vida Igreja, e qual o lugar da vida comum na experiência sacerdotal? Estas as duas questões a que Bento XVI tratou de responder ao receber, na manhã deste sábado, 12, no Palácio Apostólico, os 400 participantes na assembleia geral da Fraternidade Sacerdotal dos Missionários de São Carlos Borromeu - padres ligados à Fraternidade de “Comunhão e Libertação”.

O Papa começou por recordar “uma verdade que se foi reafirmando com particular clareza a partir do século XIX e que encontrou uma significativa expressão na teologia do Concílio Vaticano II”. Isto é: que “o sacerdócio cristão não é existe para si mesmo”. Assim, Bento XVI disse que cada sacerdote pode, portanto, dizer aos fiéis, parafraseando Santo Agostinho: ‘convosco sou cristão, para vós, sou padre'”.

“A glória e a alegria do sacerdócio é servir Cristo e o seu Corpo místico. Ele representa, no interior da Igreja, uma vocação belíssima e singular, que torna Cristo presente, porque participa no único e eterno Sacerdócio de Cristo. A presença de vocações sacerdotais é um sinal seguro da verdade e da vitalidade de uma comunidade cristã”, ressaltou o Santo Padre.

De fato, Deus chama sempre. Bento XVI explicou que não existe crescimento verdadeiro e fecundo, na Igreja, sem uma autêntica presença sacerdotal que a apoie e alimente.

Neste contexto, o Papa exprimiu a sua gratidão a todos os que dedicam as suas energias à formação dos padres e à reforma da vida sacerdotal.

“Como toda a Igreja, também o sacerdócio tem necessidade de se renovar continuamente, reencontrando na vida de Jesus as formas mais essenciais do seu próprio ser”, salientou o Pontífice.

Contudo, qualquer renovação da vida sacerdotal tem que ter em contas alguns elementos irrenunciáveis.. “Antes de mais uma profunda educação à meditação e à oração, vividas como diálogo com o Senhor ressuscitado, presente na sua Igreja”, sublinhou Bento XVI. Em segundo lugar, “um estudo da Teologia que permita encontrar as verdades cristãs na forma de uma síntese ligada à vida da pessoa e da comunidade”, completou.

Foi neste contexto que o Papa destacou o valor da vida comum, na existência sacerdotal, retomando uma das suas declarações no livro-entrevista “Sal da Terra”: “É importante que os padres não vivam isolados, cada um da sua parte, mas estejam juntos em pequenas comunidades, apoiando-se uns aos outros e fazendo assim experiência do estar juntos no serviço a Cristo e na renúncia pelo Reino dos céus, com uma crescente consciência disto mesmo”.

O Pontífice esclareceu que esta proposta de vida comum dos padres não é uma estratégia para dar resposta, por exemplo, à carência de sacerdotes, ao à sua solidão ou fragilidade. Pode ser que ajude nesse sentido, mas “só na medida em que a vida fraterna for concebida e vivida como um caminho para se imergir na realidade da comunhão”.

“A vida comum é expressão do dom de Cristo que é a Igreja e está prefigurada na comunidade apostólica, que deu lugar aos presbíteros. Nenhum sacerdote administra algo seu, mas participa com os outros irmãos num dom sacramental que vem diretamente de Jesus”, enfatizou o Santo Padre.

Por um lado, o Papa observou que “viver com outros significa aceitar a necessidade da própria conversão contínua e sobretudo descobrir a beleza desse caminho, a alegria da humildade, da penitência, mas também da conversão, do perdão recíproco, do apoio mútuo”. Em todo o caso, sem entrar no diálogo eterno que o Filho mantém com o Pai, no Espírito Santo, não é possível uma autêntica vida comum.

“Há que estar com Jesus para poder estar com os outros. É este o coração da missão. Na companhia de Cristo e dos irmãos, cada sacerdote pode encontrar as energias necessárias para se ocupar dos homens, para assumir as necessidades espirituais e materiais das pessoas que encontra, para ensinar com palavras sempre novas, ditadas pelo amor, as verdades eternas da fé de que também os nossos contemporâneos têm sede”, ressaltou Bento XVI.

SANTO DO DIA - São Julião Hospitaleiro

Conta a tradição que os pais de Julião eram nobres e viviam num castelo. No dia do seu batizado, seus pais tiveram um sonho idêntico. Nele, um ermitão lhes dizia que o menino seria um santo. O menino foi educado como um nobre, apreciando a caça como esporte, e apesar do caráter violento, era caridoso com os pobres.

Na adolescência, foi a vez de Julião. Ele sonhou com um grande veado negro que lhe disse: "Você será o assassino de seus pais". Impressionado, fugiu para nunca mais voltar. Ficou famoso como soldado mercenário. Casou-se com uma princesa e foi morar num castelo. Certa noite, saiu para caçar, avisando que voltaria só ao nascer do sol. Algumas horas depois, seus pais, já idosos, chegaram para revê-lo. Foram bem acolhidos pela nora que lhes cedeu o seu quarto para aguardarem o filho, repousando.

Julião regressou irritado porque não conseguira nenhuma caça. Mas a lembrança da esposa a sua espera acalmou seu coração. Na penumbra do quarto, percebeu que na cama havia duas pessoas. Possuído pela cólera matou os dois com seu punhal. Ao tentar sair, viu o vulto de sua mulher na porta do quarto. Então, ele compreendeu tudo. Desesperado abriu as janelas e viu que tinha assassinado os pais. Após os funerais, colocou a esposa num mosteiro, doou os bens aos pobres e partiu para cuidar da alma.

Tornou-se outro homem, calmo, humilde e pacífico. Andou pelos caminhos do mundo, esmolando. Por espírito de sacrifício contava a sua história e, então, todos se afastavam fazendo o sinal da cruz. Foi renegado por homens e animais. Vivia afastado, remoendo sua culpa, rezando em penitência, amargando suas visões fúnebres e os soluços da alma. Mas, Julião sentia necessidade de salvar vidas, ajudar os velhos e as crianças doentes e pobres. Decidiu então ajudar os leprosos na travessia de um rio, que pela violência da correnteza fazia muitas vítimas.

Julião, construiu sozinho um caminho para descer até ao rio. Em seguida reparou um velho barco e ergueu uma grande cabana. A travessia passou a ser conhecida por todos os leprosos, pois além de conduzi-los de graça, eram tratados por ele, na cabana. Ficou conhecido por "Julião Hospitaleiro". Costumava ir esmolar para distribuir o que ganhava com os que já não podiam caminhar.A cabana se tornou um verdadeiro hospital para leprosos. A fama de sua santidade começou a se espalhar, mas Julião continuava a sentir o tormento de sua alma, que só era aplacado quando cuidava dos seus leprosos. Até que uma noite, após um leproso morrer nos seus braços, Julião sentiu sua alma inundada por uma alegria infinita e caminhou para se encontrar face a face com Nosso Senhor Jesus Cristo, que o chamou para a glória do céu.

Esta é a história de Julião Hospitaleiro, e se encontra descrita, num dos vitrais da Catedral de Notre Dame, na França, que guarda suas relíquias. A diocese de Macerata, na Itália, onde dizem que ele permaceu durante anos mendigando e ajudando as pessoas com seus prodígios de santidade, também recebeu algumas delas. A Igreja o comemora no dia 12 de fevereiro, data que a tradição indicou como sendo a de sua morte.

SOLIDARIEDADE E PROMOÇÃO DA VIDA - Marcos 8,1-10

Temos neste texto do evangelho de Marcos uma segunda narrativa da partilha dos pães. A pratica de Jesus não consiste em gestos espetaculares, mas é uma pratica educativa para a solidariedade e a promoção da vida. Assim, partilhando com a multidão, todos aderiram ao seu gesto, e pela partilha todos foram saciados. A primeira partilha havia sido na Galiléia, onde havia alguma presença do judaísmo. Esta segunda, por sua vez, ocorre em território de gentios. A proposta da partilha é também aceita entre os gentios. Na narrativa destaca-se o número sete, que remete o leitor às sete nações gentias que ocuparam a terra de Canaã e foram exterminadas pelos israelitas. Jesus "dá graças" ("eukharistésas"- expressão típica da eucaristia) sobre os Sete pães que são partilhados. Jesus nos ensina que o Reino acontece na partilha que alimenta a vida

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

PE. CARLOS NA BASÍLICA NACIONAL DE NOSSA SENHORA PARECIDA

Na manhã desta sexta-feira, o Pe. Carlos Eduardo visitou o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida em SP. Ao entrar em contato com o nosso blog, nos contou da alegria e da paz que aquele lugar transmite. Falou-nos que apresentou a Nossa Senhora Aparecida todos os seus paroquianos, familiares e amigos e nos lembrou que a Mãe de Jesus nos ama e cuida de nós.

No momento em que falavamos com o Pe. Carlos, ele estava na Capela do SS. Sacramento e já havia participado da Consagração. O mesmo nos recomenda que não nos esqueçamos de confiar nossas vidas a Nossa Senhora. De modo muito especial os que tem acesso ao Santuário das Graças em Florânia, tanto floranienses, como devotos de todos os lugares que acorrem aquele lugar Santo e Sagrado.

SANTO DO DIA - Santo Castrense

Castrense viveu no século V, era cristão e bispo de Cartagine, atual Tunísia, África. Durante a invasão dos Vândalos, comandados pelo rei Genserico, ele foi lançado ao mar, junto com outros sacerdotes e fiéis, dentro de um velho navio desprovido de velas, remos e leme. Com certeza, o intuito era que morressem afogados, mas milagrosamente ele sobreviveu, desembarcando na costa italiana, próxima a Nápolis.

Pelos registros, ele retomou sua missão apostólica e logo se tornou bispo de Castel Volturno. Depois, de acordo com o antiqüíssimo "Calendário Marmóreo" de Nápolis, ele também foi eleito bispo de Sessa, aceitando a difícil tarefa de conduzir os dois rebanhos, os quais guiou com amor e zelo paternal. Castrense era humilde e carismático, penitente e caridoso, durante a sua vida patrocinou dois episódios prodigiosos, registrados nos arquivos da Igreja: libertou um homem possesso pelo demônio e salvou um navio cheio de passageiros de uma grande tempestade.

Assim, a fama de santidade já o acompanhava, quando morreu como mártir de Jesus Cristo, em 11 de fevereiro de 450, em Sessa, Nápolis. Logo passou a ser venerado pela população em toda Campânia e em muitas outras cidades, inclusive na África.

As relíquias do Santo, foram transferidas, antes do século XII, de Sessa para Cápua e depois por determinação de Guilherme II o Bom, último rei normando da Sicília, foram enviadas para Monreale. Em 1637, foram transladadas para a Capela anexa à Catedral de Monreale, em uma urna de prata com uma placa onde se pode ler "São Castrense, eterno baluarte da cidade de Monreale".

As mais recentes informações sobre este Santo de origem africana, datam de 1881, e foram encontradas durante as escavações arqueológicas na gruta de Calvi, próximas de Monreale. São pinturas do século VII que retratam o bispo Castrense, nas duas dioceses e ao lado de outros mártires da mesma época e região.

Mas ainda hoje encontramos o efeito da sua presença na Catânia, seja na pequena região que leva o nome de São Castrense, seja nas diversas igrejas e no convento feminino beneditino erguido ao lado da Catedral, sendo tudo dedicado à sua memória. Inclusive nas manifestações de sua devoção quando da comemoração de sua passagem no dia 11 de fevereiro. Data oficializada pela Igreja, quando reconheceu o seu martírio e declarou o bispo Castrense, Santo e padroeiro da cidade de Monreale. Neste dia a sua estátua segue em procissão da Catedral de Monreale, indo para a de Sessa e retornando após o culto litúrgico. Dizem os devotos que durante este trajeto muito graças são alcançadas por sua intercessão.

A MÃE ESTÁ LÁ COM JESUS - João 2,1-11

No evangelho de João Jesus se revela através de sinais, palavras e gestos. Tudo converge para a grande novidade que nasce no chão da experiência humana: o dom da vida eterna e divina a homens e mulheres, à humanidade. Na festa de casamento em Caná temos o primeiro sinal, com seus significados. A presença de Jesus e sua mãe faz com que a alegria não seja frustrada. A novidade de Jesus é a transformação da água, que seria usada na ablução ritual, no vinho partilhado, que é fonte de alegria. O Deus de Jesus é o Deus da vida, na solidariedade, na alegria e na felicidade.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

DIZIMISTAS: ANJOS DA IGREJA EM FLORÂNIA

Estamos nos preparando para iniciar o Ano da Perseverança - terceiro ano dentro do triênio vivido pela Paróquia de São Sebastião:

2009 - ANO DA FIDELIDADE
2010 - ANO DA VISITAÇÃO
2011 - ANO DA PERSEVERANÇA

Ao longo de dois anos foi possível realizar várias ações pastorais que mudaram radicalmente as estruturas de como fazer pastoral na realidade que nos desafia nos dias de hoje. Qualitativa e quantitavamente podemos colher os frutos de uma Igreja Viva e cada vez mais presente na nossa realidade.

Em 2011 o desafio é maior. Inspirados nas primeiras comunidades estamos traçando um plano de ação que chegue a vida e ao coração de cada paroquiano. Questões como violência, drogras, fome, doenças... começaram a ser apontadas como desafios a proposta de um Deus que quer que tenhamos vida e vida em plenitude. Aliamos a essa ação paroquial o Ano Missionário da nossa Diocese de Caicó.

Em 2010 conseguimos mobilizar mais de 200 missionários na vivência das visitas da imagem de Nossa Senhora das Graças e em 2011 esperamos qualificar esses agentes e fortalecer as nossas pastorais.

Todas essas ações são possíveis devido a credibilidade passada pelo nosso Pároco Pe. Carlos e sua Equipe e principalmente pelo zelo na escuta e prática da Palavra de Deus pelos nossos dizimistas. Eles são mais do que os mantenedores das obras paroquiais, são anjos que fazem a Igreja de Cristo em Florânia caminhar com passos firmes.

Em homenagem a esses ANJOS estamos publicando seus aniversários em nosso blog. Muitos desses são conhecidos de vocês e são dignos de toda nossa admiração e respeito. É tanto, que estão no logo no início, do seu lado direito de web-leitor. Postamos os meses de janeiro e fevereiro e em breve postaremos os meses seguintes. Confira quem são esses anjos e rezem por eles e com eles.

HOMEM É FERRADO NA BARRIGA POR CAUSA DE DÍVIDA DE R$ 20 COM TRAFICANTES

Delegado George David - Responsável pelas investigações - Foto: Fred Carvalho
O desempregado Airton Barbosa do Nascimento, de 30 anos, foi marcado a ferro na barriga por causa de uma dívida de R$ 20 com traficantes. O crime foi cometido na cidade de Florânia por três homens e um adolescente na sexta-feira passada (4), mas só chegou ao conhecimento da polícia local na terça-feira (8). O delegado George David Costa Souza Leão é o responsável pelas investigações. Florânia fica a 216 quilômetros de Natal.

De acordo com informações colhidas pelo portal TN Online junto a policiais da região, Airton Barbosa teria saído de casa na sexta-feira para a casa do adolescente, onde iria quitar a dívida que tinha com traficantes de droga. "Ao chegar no local combinado, ele foi rendido pelos três homens e o adolescente pegou o ferro que já estava na brasa e ferrou o desempregado na barriga. Depois, eles mandaram o Airton correr e disseram que caso ele os denunciasse iria morrer", disse um policial. Ainda na fuga, um dos homens atirou uma pedra, que atingiu a cabeça de Airton.

O crime só foi descoberto porque vizinhos de Airton Barbosa, mesmo contra a vontade dele, denunciaram o caso à polícia. "Desde então estamos investigando esse caso liderados pelo delegado George David. Ainda não podemos afirmar quem tenha cometido esse crime, mas a primeira linha de investigação será contra um homem cujo nomes tem as iniciais 'R' e 'S', as mesmas do ferro usado para marcar a vítima". Para não atrapalhar as investigações, o TN Online não vai divulgar o nome do principal suspeito.

O policial que falou com a reportagem não soube informar o estado de saúde de Airton Barbosa, mas disse que a vítima já foi levada para um hospital, onde passa por tratamento médico. O delegado George David tem 30 dias para concluir o inquérito instaurado para apurar o crime. O primeiro ato dele deverá ser ouvir o desempregado.

TRIBUNA DO NORTE

JESUS CHAMOU COLABORADORES APÓS ATENTA ESCUTA DO PAI, DIZ PAPA

“O primeiro ato foi a oração [pelos discípulos]: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai, numa elevação interior acima das coisas de todos os dias”. É desta forma que o Papa Bento XVI explica como Jesus chama os seus “colaboradores” para que respondam à vocação, conforme apresentou na Mensagem para o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, divulgada, nesta quinta-feira, 10.

O Dia de Oração acontecerá em 15 de maio, no 4º Domingo de Páscoa, e terá como tema "Propor as vocações na Igreja local" e, no documento apresentado hoje, o Santo Padre incentiva as Igrejas locais a se empenharem na “arte de promover e cuidar das vocações”.

Bento XVI ressalta ainda que toda vocação parte, em primeiro lugar, de um diálogo de intimidade com Deus e, que apesar de exigente, o chamado tem como objetivo seguir os passos do Crucificado e Ressuscitado. “A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes 'Segue-Me!', é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino “, destaca.

O chamado pelas vocações continua atual, mas parece estar “sufocado por outras vozes”. É o que ressalta Bento XVI ao encorajar todos aqueles que trabalham com as vocações para que as incentivem e levem aos jovens a se aprofundarem em sua relação com Deus: “É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, para [os adolescentes e os jovens] crescerem numa amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus”.

Deste modo, segundo o Pontífice, quando os jovens entram neste diálogo íntimo com Deus e Sua Palavra, o resultado será a descoberta que a vocação não significa uma anulação da pessoa vocacionada. “Entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos”, esclarece.

Por fim, o Papa enfatiza que o cuidado com as vocações é favorecido quando se busca a unidade e comunhão com a Igreja. Além disso, afirma que os momentos de vivência comunitária são o ambiente propício para que os jovens despertem “o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada”.

BEATICIAÇÃO DE JOÃO PAULO II TERÁ ENTRADA LIVRE

Os fiéis e peregrinos que quiserem participar da cerimônia de beatificação do Papa João Paulo II, no dia 1º de maio próximo, poderão fazê-lo livremente, sem a necessidade de convite ou bilhete de ingresso. As entradas serão controladas para evitar problemas, mas não serão pedidos bilhetes nem tampouco convites.

Geralmente, as cerimônias presididas pelo Pontífice requerem um ingresso - ainda que ele seja gratuito - a fim de que as entradas possam ser mais controladas e para evitar os problemas decorrentes da afluência de multidões em espaços restritos.

Contudo, neste caso especial, a Santa Sé optou por tornar a entrada franca na Praça São Pedro para todos os fiéis e peregrinos que quiserem participar da cerimônia de beatificação. Logicamente, haverá controles no ingresso, com o objetivo de evitar confusões e para garantir a segurança de todos os presentes. Mas não será exigido qualquer bilhete ou convite.

O Vaticano espera a chegada a Roma de cerca de dois milhões de peregrinos e se prepara para os desafios logísticos decorrentes da chegada de todas essas pessoas.

SANTO DO DIA - Santa Escolástica

O nome de Santa Escolástica, irmã de São Bento, nos leva para o século V, para o primeiro mosteiro feminino ocidental, fundamentado na vida em comum, conceito introduzido na vida dos monges por ele. Foi o primeiro a orientar para servir a Deus não "fugindo do mundo" através da solidão ou da penitência itinerante, como os monges orientais, mas vivendo em comunidade duradoura e organizada, e dividindo rigorosamente o próprio tempo entre a oração, trabalho ou estudo e repouso.

Escolástica e Bento, irmãos gêmeos, nasceram em Nórcia, região central da Itália, em 480. Eram filhos de nobres, o pai Eupróprio ficou viúvo quando eles nasceram, pois a esposa morreu durante o parto. Ainda jovem Escolástica se consagrou a Deus com o voto de castidade, antes mesmo do irmão, que estudava retórica em Roma. Mais tarde, Bento fundou o mosteiro de Monte Cassino criando a Ordem dos monges beneditinos. Escolástica, inspirada por ele, fundou um mosteiro, de irmãs, com um pequeno grupo de jovens consagradas. Estava criada a Ordem das beneditinas, que recebeu este nome em homenagem ao irmão, seu grande incentivador e que elaborou as Regras da comunidade.

São muito poucos os dados da vida de Escolástica, e foram escritos quarenta anos depois de sua morte, pelo o santo papa Gregório Magno, que era um beneditino. Ele recolheu alguns depoimentos de testemunhas vivas para o seu livro "Diálogos" e escreveu sobre ela apenas como uma referência na vida de Bento, mais como uma sombra do grande irmão, pai dos monges ocidentais.

Nesta página expressiva contou que, mesmo vivendo em mosteiros próximos, os dois irmãos só se encontravam uma vez por ano, para manterem o espírito de mortificação e elevação da experiência espiritual. Isto ocorria na Páscoa e numa propriedade do mosteiro do irmão. Certa vez, Escolástica foi ao seu encontro acompanhada por um pequeno grupo de irmãs, quando Bento chegou também acompanhado por alguns discípulos. Passaram todo o dia conversando sobre assuntos espirituais e sobre as atividades da Igreja.

Quando anoiteceu, Bento, muito rigoroso às Regras disse à irmã que era hora de se despedirem. Mas Escolástica pediu que ficasse para passarem a noite, todos juntos, conversando e rezando. Bento se manteve intransigente dizendo que deveria ir para suas obrigações. Neste momento ela se pôs a rezar com tal fervor que uma grande tempestade se formou com raios e uma chuva forte caiu a noite toda, e ele teve de ficar. Os dois irmãos puderam conversar a noite inteira. No dia seguinte o sol apareceu, eles se despediram e cada grupo voltou para o seu mosteiro. Essa seria a última vez que os dois se veriam.

Três dias depois, em seu mosteiro Bento recebeu a notícia da morte de Escolástica, enquanto rezava olhando para o céu, viu a alma de sua irmã, penetrar no paraíso em forma de pomba. Bento mandou buscar o seu corpo e o colocou na sepultura que havia preparado para si. Ela morreu em 10 de fevereiro de 547, quarenta dias antes que seu venerado irmão Bento. Escolástica foi considerada a primeira monja beneditina e Santa, pela Igreja que escolheu o dia de sua morte para as homenagens litúrgicas

DEUS ACOLHE INICIATIVAS HUMILDES A FAVOR DA VIDA - Marcos 7, 24-30

Com esta narrativa Marcos dá início a uma série de episódios em territórios gentílicos, região de Tiro, depois Decápolis e Betsáida, inserindo também uma narrativa da partilha do pão entre os gentios. Nestas regiões fica manifesta a acolhida de Jesus pelas populações locais. Fica assim bem caracterizada a dimensão universal da encarnação como a comunicação da vida divina a todos os povos e nações. Nesta narrativa, com a linguagem e o estilo do evangelista Marcos, percebe-se como a confiança e a humildade da mulher siro-fenícia moveu Jesus a atendê-la. Jesus liberta não somente os corpos adoentados pela situação de exclusão mas também o espírito submisso às falsas ideologias dos opressores. A humanidade de Jesus é solidária e partilhada com a nossa humanidade. Deus respeita e acolhe nossas iniciativas humildes a favor da vida.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

CATEQUESE: Bento XVI ressalta que é preciso encontrar tempo para rezar

Na Catequese desta quarta-feira, 9, o Papa Bento XVI falou sobre a figura do holandês São Pedro Canísio, jesuíta, doutor da Igreja, e um dos protagonistas da vida eclesial no século XVI, particularmente na Alemanha.

O Papa explicou que a vida cristã cresce graças à oração e a uma profunda amizade com Jesus. Da mesma forma, convidou os fiéis a seguir o exemplo de São Canísio, lutando para ter uma vida moralmente coerente para viver com fidelidade a própria adesão a Cristo.
"A vida cristã não cresce se não é alimentada pela participação na Liturgia, de modo particular na Santa Missa dominical, e pela oração pessoal cotidiana. Em meio às diversas atividades e aos múltiplos estímulos que nos circundam, é necessário encontrar todo o dia momentos de recolhimento diante do Senhor, para escutá-Lo e falar com Ele", salientou.

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Catequese de Bento XVI sobre São Pedro Canísio

O Santo Padre indicou a amizade pessoal com Jesus como uma característica da espiritualidade de São Canísio. "E isso recorda-nos que todo o autêntico evangelizador é sempre um instrumento unido, e por isso mesmo fecundo, com Jesus e com a sua Igreja", afirmou.

Nessa perspectiva, o Pontífice lembrou que o santo holandês foi chamado a revitalizar a fé católica como resposta à reforma luterana, uma missão "quase impossível", definiu.

“Por isso, nos escritos destinados à educação espiritual do povo, o nosso Santo insiste na importância da Liturgia com os seus comentários ao Evangelho, às festas, ao rito da Santa Missa e aos outros Sacramentos, mas, ao mesmo tempo, toma o cuidado de mostrar aos fiéis a necessidade e a beleza que a oração pessoal cotidiana possui nesse sentido e permeia a participação no culto público da Igreja", explicou.

A sua exortação a colocar a oração no centro da vida de fé foi proposta novamente pelo Concílio Vaticano II, em particular na Constituição Sacrosanctum Concilium. "Não pode haver alma solícita da própria perfeição que não pratique diariamente a oração, a oração mental, meio ordinário que permite ao discípulo de Jesus viver a intimidade com o Mestre divino", defendeu.

Com relação aos difíceis anos da Reforma Protestante, o Papa explicou que São Canísio teve a sensibilidade de distinguir a apostasia consciente e culpável da perda de fé inculpável, chegando a declarar que a maior parte dos alemães que passaram ao protestantismo o fizeram sem culpa.
"Ele ensina com clareza que o ministério apostólico é incisivo e produz frutos de salvação nos coração somente se o pregador é testemunha de Jesus e sabe ser instrumento á sua disposição, a Ele estreitamente unido pela fé no seu Evangelho e na sua Igreja, através de uma vida moralmente coerente e de uma oração incessante como o amor. E isso vale para todo o cristão que deseja viver com compromisso e fidelidade a sua adesão a Cristo", subinhou.

Bento XVI também disse que São Canísio foi um dos primeiros a formular o direito à liberdade religiosa.

"Em um momento histórico de fortes contrastes confessionais, evitava – isso era algo extraordinário – a aspereza e a retórica da ira – algo raro naqueles tempos nas discussões entre cristãos, tanto de uma quanto de outra parte – e buscava somente a apresentação das raízes espirituais e a revitalização de todo o corpo da Igreja".


A audiência

O encontro do Bispo de Roma com os fiéis reunidos na Sala Paulo VI aconteceu às 7h30 (horário de Brasília - 10h30 em Roma). O Papa continua uma breve série de encontros para completar a apresentação dos Doutores da Igreja, no contexto de Catequeses dedicadas aos padres da Igreja e grandes figuras de teólogos e mulheres da Idade média.

Na saudação aos fiéis de língua portuguesa, o Papa salientou:

"
Para todos a minha saudação amiga e encorajadora! Antes de vós, veio peregrino a Roma Pedro Canísio para invocar a intercessão dos Apóstolos São Pedro e São Paulo sobre a missão que lhe fora confiada na Alemanha, o seu campo de apostolado mais longo. No seu diário, descreve como aqui sentiu a graça divina que fazia dele um continuador da missão dos Apóstolos. Como ele, todos nós, cristãos, somos enviados a evangelizar, mas para isso precisamos de permanecer unidos com Jesus e com a Igreja. Sobre vós e a vossa família, desça a minha Bênção".
Saudando os peregrinos poloneses, recordou que na próxima sexta-feira, 11, celebra-se a memória de Nossa Senhora de Lourdes e o Dia Mundial do Doente. "Na oração, confiamos à Mãe Imaculada os doentes e quantos, com amor, se colocam ao seu serviço nos hospitais, nas casas de cuidado e nas famílias. Vemos nos rostos dos doentes o rosto de Cristo sofredor".

Em italiano, saudou aos bispos participantes do encontro promovido pelo Movimento dos Focolares e aos membros da associação Novos Horizontes, que foi há pouco reconhecida como associação internacional de fiéis pelo Pontifício Conselho para os Leigos.

A VIDA TEIMA EM LUTAR: Bebê é enterrado vivo em município da Paraíba

Um bebê recém-nascido foi enterrado vivo, no município de Esperança (PB). Um menino, com apenas dois dias de vida, passou mais de 12 horas abandonado debaixo de uma árvore, após ser agredido e ter o corpo coberto com pedras, no distrito de São Miguel. A criança teve a boca coberta com mato e terra para que os moradores da região não ouvissem seu choro. A acusada de cometer o crime é a própria mãe, a agricultora Jussara Alves dos Santos, 19, que foi presa em flagrante, ontem, depois de confessar que cometeu o crime porque o namorado a pressionou e desconfiava que o filho não era dele.

A acusada contou que deu a luz o menino, às 14h40 da última segunda-feira, quando estava em casa, mas o namorado a obrigou a abandonar o recém-nascido. Jussara disse que seguiu a pé até o Sítio Velho, onde abandonou o filho debaixo de um cajueiro, por volta das 20h00. Para evitar que o bebê chamasse a atenção dos moradores, ela colocou terra e mato na boca da criança, que também apresentava ferimentos na cabeça devido às pedras. Na delegacia, a mãe negou que cavou uma cova, mas admitiu as cenas de violência contra o bebê. “Eu amamentei ele e depois deixei ele lá. Eu não tinha a intenção de matar ele”, confessou.

O bebê só foi encontrado pelos moradores por volta das 08h40 de ontem, quando a agricultora Josefa Andréa Batista, 47, dona do sítio onde a criança foi abandonada, saiu de casa para colher frutas. “Eu ouvi um choro abafado, parecia um gato. Quando fui me aproximando, quase não achava o menino, de tanta pedra que tinha em cima dele. Todo mundo ficou com medo aqui, porque ele tava muito ensanguentado e ainda com o cordão umbilical”, contou.

Os moradores pediram socorro ao posto da Polícia Rodoviária Federal de São Miguel, próximo ao local. Um agente esteve no sítio para recolher a criança e encaminhá-la ao hospital. O bebê recebeu os primeiros socorros no Hospital Municipal de Esperança e, de lá, foi levado para o Hospital Regional de Campina Grande. Após receber alta, a criança será encaminhada para algum parente, de acordo com determinações do juiz que acompanhará o caso. À tarde, o bebê foi transferido para o Hospital da Clipsi, onde fez exames. Às 18h00, o hospital informou que o estado dele era estável e que não corria de morte.

NÃO É POSSÍVEL SER CRISTÃO E NÃO SER PERSEGUIDO

Assim como Jesus sofreu perseguições, também aqueles que o seguem sofrerão. Ele próprio disse: “O discípulo não está acima do seu mestre...” (Mt 10,24a). O discípulo acabará vivendo aquilo que o mestre viveu. Se trataram assim a Jesus, o que não farão conosco? Jesus deixa bem claro: “Se alguém quer vir em meu seguimento, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8,34b).

Aí está nosso adestramento. O Senhor não tem receio de fazer-nos passar pela provação. Ele sabe que precisamos ser provados. É a única maneira de criarmos têmpera e nos tornarmos os valentes guerreiros de que o Senhor precisa.

Não estranhe: seus combatentes passam por muitas tribulações. Eles são testados no fogo da provação.

Não é possível ser cristão e não ser perseguido. Quem não passa, como Jesus, por perseguições, controvérsias e tribulações de todo tipo é porque não vive um autêntico cristianismo.

Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova