quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PADRE SERIDOENSE É INCARDINADO EM NATAL


Padre João Medeiros Filho, que pertencia ao clero da Diocese de Caicó, foi incardinado na Arquidiocese de Natal. O pedido, feito pelo próprio Padre João Medeiros, foi aceito pelo bispo de Caicó, Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, e acolhido pelo Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Matias Patrício de Macêdo. O padre fez o juramento de obediência ao Arcebispo e às normas da Arquidiocese, no último dia 15, na cúria metropolitana de Natal.

Padre João Medeiros nasceu em 16 de março de 1941, em Jurucutu (RN), onde também foi ordenado sacerdote em 25 de agosto de 1965. Jucurutu pertence à Diocese de Caicó, onde o padre passou dez anos da vida sacerdotal. Durante 30 anos residiu no Rio de Janeiro e, há seis, mora em Natal. Atualmente, é assessor acadêmico da Faculdade de Filosofia e Teologia, Dom Heitor Sales, da Arquidiocese de Natal, e da Faculdade Diocesana de Mossoró. Padre João Medeiros também é membro da Academia Norteriograndese de Letras.

Arquidiocese de Natal

NOTA DA CNBB: Vencer a corrupção com mobilização social .


O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunido em Brasília de 20 a 22 de setembro de 2011, manifesta sua solidariedade e apoio às últimas manifestações populares contra a corrupção e a impunidade, que corroem as instituições do Estado brasileiro.

A crescente interpelação da sociedade para melhor qualificar, social e eticamente, os seus representantes e outros poderes constituídos, se expressou como nova forma significativa do exercício da cidadania. Reveladora dessa consciência cidadã foi, além das atuais marchas contra corrupção, a mobilização durante a Semana da Pátria, que recolheu mais de 150 mil petições via internet em favor da campanha “Vamos salvar a Ficha Limpa”, fruto de ação popular que, neste mês completa um ano.

Atentos para que estas mobilizações se resguardem de qualquer moralismo estéril, incentivamos sua prática constante, com objetivos democráticos, a fim de que, fortificadas, exijam do Congresso Nacional uma autêntica Reforma Política, que assegure a institucionalidade do País.

O Estado brasileiro deve fazer uso dos instrumentos legais para identificar, coibir e punir os responsáveis por atos de corrupção. Sem comprometimento ético, no entanto, será impossível banir de nosso meio a longa e dolorosa tradição de apropriação do Estado, por parte de alguns, para enriquecimento de pessoas e empresas.

Neste sentido, insistimos nas propostas apresentadas, em nota conjunta da CNBB com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no dia da Pátria:

“Para tornar vívido o sentimento de independência em cada brasileiro, devem os poderes eleger PRIORIDADES que reflitam a vontade da população, destacando-se: no Executivo, a necessidade de maior transparência nas despesas, a efetiva aplicação da lei que versa sobre esse tema, bem como a aplicação da “Lei da Ficha Limpa” aos candidatos a cargos comissionados, que também deveriam ser reduzidos.

No Legislativo, a extinção das emendas individuais ao Orçamento, a redução do número de cargos em comissão, o fim do voto secreto em todas as matérias e uma reforma política profunda, extirpando velhas práticas danosas ao aperfeiçoamento democrático.

No âmbito do Judiciário e do Ministério Público, agilidade nos julgamentos de processos e nos inquéritos relativos a crimes de corrupção e improbidade por constituírem sólida barreira à impunidade, bem como o imediato julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade sobre a Lei Complementar n. 135/2010 (Ficha Limpa)”.

Que o Espírito Santo ilumine todos os que, no exercício de sua cidadania, trabalham pela construção de um Brasil novo, justo, solidário e democrático.

Brasília-DF, 22 de setembro de 2011
P – Nº 0913/11


Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-Presidente da CNBB Ad hoc
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

SANTO DO DIA: São Maurício e companheiros

Diocleciano, assim que foi aclamado imperador, no ano 284, imediatamente nomeou Maximiano Hercúleo governador do Ocidente, com a incumbência de entrar em combate contra os gálios, agora chamados franceses, os quais já haviam dado início à luta armada para vingarem-se da morte de Carino, filho do até então imperador, que fora assassinado pelo sanguinário Diocleciano por ocasião da sua tomada do poder.

No alto Egito, foi recrutado um batalhão de soldados cristãos, conhecidos como "a legião de soldados cristãos da Tebaida", chefiados pelo comandante Maurício. Apesar do ódio que Maximiano nutria pelos cristãos, a incorporação de tais soldados em seu exército não era nenhum acontecimento especial ou extraordinário, uma vez que o próprio imperador Diocleciano, na época, era simpatizante confesso deles. Até mesmo confiava-lhes cargos administrativos importantíssimos no Império. Nesse período, ele ainda não via ou citava os cristãos como uma ameaça ao Império Romano.

Depois de muitas batalhas, durante um período de descanso de três dias em Octodorum, por ordem do imperador haveria três dias de comemorações e grandes festas religiosas, nas quais os deuses pagãos seriam homenageados pela vitória conseguida sobre o inimigo. É claro que os soldados cristãos da legião tebaica recusaram-se a participar de tal festa.

Então, decidiram levantar acampamento e seguiram para Agaunum, uma aldeia a cinco quilômetros de distância da cidade. Esse ato irritou o governador Maximiano, que ordenou o retorno imediato do batalhão cristão, para que se aliassem ao restante do exército, nas solenidades aos deuses.

Comandados por Maurício e com o apoio, principalmente, de Exupério, Cândido, Vitor, Inocêncio e Vital, todos os soldados da tropa de Tebaida recusaram-se, novamente, a participar dos festejos. A irritação de Maximiano aumentou ainda mais, e a tal ponto, que imediatamente deu ordem a seu exército para marchar contra eles.

Maurício e seus companheiros foram, então, massacrados pelos soldados pagãos. O campo ficou forrado de sangue e cadáveres. Naquele lugar e naquela época, foi erguida uma igreja em honra e culto a esses santos mártires do cristianismo, encontrada somente por volta do ano 1893. A maioria das relíquias dos corpos dos soldados cristãos da legião tebaica, atualmente, são veneradas no Convento de São Mauricio de Agaunum, na região do Valese, atual Suíça. Especialmente no dia 22 de setembro, determinado pelo calendário oficial da Igreja de Roma.

HERODES PROCURAVA VER JESUS - Lucas 9,7-9

A narrativa da execução de João Batista é feita com bastantes detalhes e simbolismos no evangelho de Marcos. Ela é apresentada mais brevemente em Mateus. E, aqui em Lucas, resume-se a uma simples frase de Herodes. Jesus por sua prática inovadora e libertadora é foco de atenção de todos. Alguém com tal destaque sempre desperta interrogações sobre sua identidade e suas origens. Assim seria também sobre o messias esperado em Israel. É visto como uma figura misteriosa, possuidora de algum segredo. Herodes "ouve falar" e procura "ver" Jesus. Contudo é mera curiosidade, depois transformada em condenação. Entre o povo eram diversas as opiniões sobre quem era Jesus. Uns o associavam a alguma figura libertadora da tradição de Israel, tais como Elias e os antigos profetas. E havia os que o associavam ao recente profeta, martirizado por Herodes, João Batista, com o qual o anúncio de Jesus tinha muita afinidade. Estas identificações apontam para o caráter libertador do anúncio de Jesus. Contudo, não existe grande segredo quanto a "quem é este". Jesus, em sua simplicidade, desorienta os sábios e entendidos, principalmente em Israel, que passam a considerá-lo cheio de mistérios e segredos. Porém entre os humildes e simples de coração ele é reconhecido.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

DOCUMENTO DA CNBB - 94: Capítulo I - Partir de Jesus Cristo (15)

Nestes tempos de agudo apelo ao individualismo hedonista e de fortíssimo consumismo, nos deparamos com o surgimento de propostas religiosas que dizem oferecer o encontro com Deus sem o efetivo compromisso cristão e a formação de comunidade. Desaparece, então, a imagem do Deus Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo zelo por suas criaturas é atento com as aves do céu, com os lírios do campo ou com um único fi o de cabelo (cf. Lc 21,18). Surge a imagem do Deus da troca, do negócio, dando a impressão de que Ele se encontra mais preocupado com o que pode lucrar através de pedidos e reivindicações, notadamente dos que sofrem. Em tudo isso, o discípulo missionário reconhece que não pode existir caminho para o Deus revelado em e por Jesus Cristo, se não houver amor (cf. 1Jo 4,7.20-21). O discípulo missionário sempre desconfiará (cf. 1Jo 4,1) das propostas religiosas que não brotem do amor nem levem a ele.

21 DE SETEMBRO: Dia Internacional do Rádio e Dia Internacioal do Radialista

Várias pessoas contribuíram com sua criatividade, o brilhantismo de suas pesquisas e sua perseverança para o surgimento do rádio, que revolucionou os meios de comunicação, permitindo que se possa, dentro ou fora de casa, assistir e interagir a um programa transmitido ao vivo de qualquer país, mediante a audição.

Em 1878, o físico norte-americano Thomas Alva Edison inventou a lâmpada incandescente e o fusível. Em 1890, o físico alemão Heinrich Rudolph Hertz comprovou, na prática, a existência das ondas eletromagnéticas, ou ondas de rádio, que, em sua homenagem, passaram a ser chamadas de "ondas hertzianas", cuja unidade de freqüência é o hertz.

Em 1887, o físico norte-americano Pupin descobriu a sintonia elétrica, usada em quase todos os aparelhos de rádio. Em 1890, o fisico francês Branly inventou o aparelho que capta ondas eletromagnéticas, o coesor. O engenheiro russo Popov adicionou a este um captador elétrico, para melhorar o seu funcionamento. Em 7 de maio de 1895, Popov transmitiu, recebeu e decifrou a primeira mensagem telegráfica sem fio. A experiência foi mantida em segredo, por exigência do governo russo.Também foi Popov quem inventou a antena blindada e as bobinas para evitar faíscas.

Também em 1895, na Itália, Guilherme Marconi, estimulado pelas descobertas de Hertz, produziu o primeiro aparelho de rádio da história. Em 1896, ele enviou mensagens em código Morse, à velocidade de vinte palavras por minuto, da cidade de Dover, na Inglaterra, a Viemeux, França, distantes cerca de 23 km. Com isso, obteve a patente do governo italiano, consagrando-se como inventor do rádio.

O cientista brasileiro, pe. Roberto Landell de Moura, jesuíta gaúcho, iniciou suas experiências com o rádio em 1892, em Campinas, São Paulo. Em 1894, ele transmitiu sua voz a uma distância de 8 km. O governo brasileiro reconheceu seu invento somente em 1900, quando lhe concedeu a carta-patente n. 3.279.

Ao final da Primeira Guerra Mundial, surgiu a radiodifusão comercial, fundada pela indústria americana Westinghouse, que possuía um enorme estoque de aparelhos de rádio que não mais seriam utilizados pelas tropas, na guerra. A empresa instalou no pátio da fábrica uma grande antena, para transmitir música e, desse modo, incentivar os funcionários e moradores do bairro a comprar os aparelhos estocados. Desse modo, surgiu a Rádio Difusora K.D.K.A., que funcionou oficialmente a partir de 1920.

Os radialistas tornaram-se importantes a partir de 21 de setembro de 1930, quando Orson Welles transmitiu sua adaptação de A Guerra dos mundos, do romance de H. G. Wells, no programa Mercury Theatre on the air (Teatro Mercúrio no ar), de Nova York.

A Marinha começou a utilizar o rádio para manter contato com a terra, mas foi o jornalismo que percebeu a importância de transmitir e receber informações de grandes distâncias, em tempo real. Hoje, as ondas do rádio são transmitidas para o mundo todo, via satélite.

SANTO DO DIA - São Mateus

No tempo de Jesus Cristo, na época em que a Palestina era apenas uma província romana, os impostos cobrados eram onerosos e pesavam brutalmente sobre os ombros dos judeus. A cobrança desses impostos era feita por rendeiros públicos, considerados homens cruéis, sanguessugas, verdadeiros esfoladores do povo. Um dos piores rendeiros da época era Levi, filho de Alfeu, que, mais tarde, trocaria seu nome para Mateus, o "dom de Deus". Um dia, depois de pregar, Jesus caminhava pelas ruas da cidade de Cafarnaum e encontrou com o cruel Levi. Olhou-o com firmeza nos olhos e disse: "Segue-me". Levi, imediatamente, levantou-se, abandonou seu rendoso negócio, mudou de vida, de nome e seguiu Jesus.

Acredita-se, mesmo, que tal mudança não tenha realmente ocorrido dessa forma, mas sim pelo seu próprio e espontâneo entusiasmo no Messias. Na verdade, o que se imagina é que Levi havia algum tempo cultivava a vontade de seguir as palavras do profeta e que aquela atitude tenha sido definitiva para colocá-lo para sempre no caminho da fé cristã.

Daquele dia em diante, com o nome já trocado para Mateus, tornou-se um dos maiores seguidores e apóstolos de Cristo, acompanhando-o em todas as suas caminhadas e pregações pela Palestina. São Mateus foi o primeiro apóstolo a escrever um livro contando a vida e a morte de Jesus Cristo, ao qual ele deu o nome de Evangelho e que foi amplamente usado pelos primeiros cristãos da Palestina. Quando o apóstolo são Bartolomeu viajou para as Índias, levou consigo uma cópia.

Depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos espalharam-se pelo mundo e Mateus foi para a Arábia e a Pérsia para evangelizar aqueles povos. Porém foi vítima de uma grande perseguição por parte dos sacerdotes locais, que mandaram arrancar-lhe os olhos e o encarceraram para depois ser sacrificado aos deuses. Mas Deus não o abandonou e mandou um anjo que curou seus olhos e o libertou. Mateus seguiu, então, para a Etiópia, onde mais uma vez foi perseguido por feiticeiros que se opunham à evangelização. Porém o príncipe herdeiro morreu e Mateus foi chamado ao palácio. Por uma graça divina fez o filho da rainha Candece ressuscitar, causando grande espanto e admiração entre os presentes. Com esse ato, Mateus conseguiu converter grande parte da população. Na época, a Igreja da Etiópia passou a ser uma das mais ativas e florescentes dos tempos apostólicos.

São Mateus morreu por ordem do rei Hitarco, sobrinho do rei Egipo, no altar da igreja em que celebrava o santo ofício da missa. Isso aconteceu porque não intercedeu em favor do pedido de casamento feito pelo monarca, e recusado pela jovem Efigênia, que havia decidido consagrar-se a Jesus. Inconformado com a atitude do santo homem, Hitarco mandou que seus soldados o executassem.

No ano 930, as relíquias mortais do apóstolo são Mateus foram transportadas para Salerno, na Itália, onde, até hoje, é festejado como padroeiro da cidade. A Igreja determinou o dia 21 de setembro para a celebração de são Mateus, apóstolo.

JESUS QUER MISERICÓRDIA - Mateus 9,9-13


Vários eram os grupos sociais populares excluídos pelo sistema religioso em Israel: publicanos, prostitutas, gentios e doentes, enquadrados como impuros e pecadores, isto é, à margem da Lei de Moisés. O publicano, humilhado pelo sistema religioso-político, agindo como instrumento de coleta de impostos, na realidade era um explorado pelas elites abastadas, que o usavam como instrumento de enriquecimento. Os inúmeros critérios de exclusão servem para afirmar a superioridade e garantir privilégios de um grupo de poder. Jesus vem remover estas barreiras libertando e promovendo estes excluídos. Os impuros e pecadores eram absolutamente excluídos da mesa dos fariseus e demais chefes religiosos. O "estar à mesa", isto é, a refeição partilhada, é um gesto profundo de comunhão e intimidade entre as pessoas. Com a referência ao profeta Oséias, "misericórdia é que eu quero, e não sacrifícios" (Os 6,6), Jesus vai inaugurando e consolidando sua prática renovadora para um mundo novo onde a justiça, o amor e a paz prevaleçam.

José Raimundo Oliva

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CRUZ E ÍNCONE DA JMJ EM SÃO PAULO


A noite nas ruas do centro de São Paulo foi marcada pela fé nesta segunda-feira (19). Jovens de diferentes expressões eclesiais percorreram mais de 4 km em procissão com a Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e o Ícone de Nossa Senhora.

Depois de uma missa na Catedral da Sé, às 18h, presidida pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Scherer, os símbolos da JMJ, a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora, foram levados à Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, também na região central.

Os jovens iniciaram a meditação dos mistérios dolorosos do Rosário diante do Pátio do Colégio, local da fundação da cidade de São Paulo, e da Igreja do Beato José de Anchieta. Em seguida passaram pelo Largo do Paissandu, onde fica a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.

O momento marcante da procissão foi quando a Cruz Peregrina entrou na Favela do Moinho. Os jovens tiveram que passar debaixo de uma ponte e atravessar a linha férrea com a Cruz para entrar na comunidade carente. Enquanto passavam entre os inúmeros barracos da favela, com velas acesas, a juventude entoava o hino da JMJ de 2000, “Emmanuel”.

Depois de deixar a Comunidade do Moinho, a Cruz seguiu para uma das regiões mais precárias da cidade, a chamada Cracolândia. O símbolo da JMJ passou por uma rua tomada por centenas de usuários de crack espalhados pelas calçadas. Enquanto um dos jovens conduzia um momento de oração, ouviu-se do meio dos usuários alguém que disse: “Jesus morreu na cruz por mim”. Apesar de visivelmente alterados pelo efeito da droga, alguns acompanharam a oração do 5º mistério doloroso do Rosário, chegando a recitar a “Ave-Maria”. Em seguida, abriram espaço para que a Cruz continuasse sua caminhada.

A procissão chegou ao seu destino por volta das 23h, quando foi recebida com uma queima de fogos na Igreja da Boa Morte, uma construção de mais 200 anos. Depois da missa, os jovens das novas comunidades da arquidiocese permaneceram em vigília até as 6h desta terça-feira (20).

CRUZ E ÍNCONE NA CATEDRAL DA SÉ

Desde as 7h da manhã da segunda-feira, quando a Catedral da Sé abriu suas portas, fiéis vindos de todas as partes da cidade chegaram para participar das diversas celebrações com a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora. Todas as cerimônias com centenas de pessoas. Foram celebradas missas às 7h30, 9h, 12h, 15h e 18h. A Cruz e o Ícone chegaram à catedral na noite do domingo, dia 18, vindos do Campo de Marte, onde foram acolhidos no evento Bote Fé.

Às 15 h, foi celebrada uma missa em rito maronita presidida por Dom Edgar Madi. Ele ressaltou que a Igreja Católica Maronita se alegra com passagem dos símbolos pela cidade de São Paulo, bem como com a realização da JMJ no Brasil.

Ao longo do dia, uma grande fila de fiéis tomou o corredor central da catedral, para se aproximar dos símbolos e fazerem suas orações. Durante todo o dia também houve padres nos confessionários.

Às 17h aconteceu uma paraliturgia organizada pela Pastoral da Juventude da Região Episcopal Brasilândia, e presidida por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese.

A liturgia da palavra preparada pelos jovens partiu da parábola do semeador, apresentada no Evangelho segundo Mateus, e incentivou os jovens a refletiram em quem eles depositam sua fé e sobre o compromisso de serem propagadores da semente da Boa Nova, seguindo a proposta do tema da JMJ Rio 2013. “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

Jovens Conectados

SANTO DO DIA - Santa Cândida

A primeira referência sobre santa Cândida foi encontrada no calendário da Igreja de Córdoba e em alguns documentos da antiga Galícia, ambas na Espanha. Mas foi pela tradição cristã do povo napolitano, na Itália, que se concluiu a história desta santa.

A vida cristã de Cândida iniciou quando ela foi convertida, segundo essa tradição, pelo próprio apóstolo Pedro, de passagem por Nápoles. Naquela época, o apóstolo, com destino a Roma, atravessou Nápoles, onde a primeira pessoa que encontrou na estrada foi a pequena Cândida. Percebeu, imediatamente, que a pobre criança estava doente. Parou e perguntou-lhe se conhecia a palavra de Jesus Cristo. Diante da negativa e em seu ardor de levar a mensagem do Evangelho, Pedro falou-lhe da Boa-Nova, da fé e da religião dos cristãos; curou-a dos males que sofria e a converteu em Cristo.

Assim, Cândida foi colhida pela luz de Deus e curada do físico e da alma. Chegou em casa falando sobre o cristianismo e contando tudo o que o apóstolo Pedro lhe dissera. Muito intrigado e confuso, Aspreno, um parente que a criava, saiu para procurá-lo. Quando se encontraram, com muito zelo Pedro converteu também Aspreno, que o hospedou em sua modesta casa por alguns dias. O apóstolo acabou por catequizar os dois e, em seguida, batizou-os e ministrou-lhes a primeira eucaristia durante a celebração da santa missa. Esse local recebeu o nome de "Ara Petri", que significa Altar de Pedro. Depois, antes de partir, o apóstolo consagrou Aspreno primeiro bispo de Nápoles e pediu para a pequena Cândida continuar com a evangelização, salvando as almas para Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aquele lugar onde fora celebrada a santa missa por são Pedro tornou-se de grande veneração por Cândida. Ela deixou seu lar com todos os confortos, preferindo passar seus dias numa gruta escura nas proximidades de "Ara Petri", onde vivia em penitência e oração, catequizando e convertendo muitos pagãos. Após alguns anos, o número de cristãos havia aumentado muito. Por isso, quando o imperador romano ordenou as perseguições contra a Igreja, os convertidos foram obrigados a fugir ou esconder-se. Então, o bispo Aspreno embarcou Cândida, junto com outros cristãos, com destino a Cartago, no norte da África, tentando mantê-los a salvo da implacável perseguição, mas não conseguiu. Foram alcançados, presos e torturados. Cândida foi levada a julgamento e condenada à morte porque se negou a renunciar à fé em Cristo.

No Martirológio Romano, encontramos registrado que a virgem e mártir cristã Cândida morreu no Anfiteatro dos martírios de Cartago, no dia 20 de setembro. Suas relíquias, encontradas nas Catacumbas de Priscila, agora estão guardadas na igreja Santa Maria dos Milagres, em Roma.

Muitos séculos mais tarde, pesquisas arqueológicas feitas na cidade de Nápoles encontraram no local "Ara Petri" um antigo cemitério de cristãos. O fato colocou ainda mais devoção sobre a figura de santa Cândida, eleita pelos fiéis como padroeira das famílias e dos doentes. Ela recebe, no dia 20 de setembro, as tradicionais homenagens litúrgicas confirmadas pela Igreja.

FAZER A VONTADE DO PAI - Lucas 8, 19-21


Depois da instrução de Jesus às multidões e aos seus discípulos sob a forma de parábolas, Lucas introduz esta narrativa para que os discípulos compreendam que aquilo que ouviram deve ser posto em prática. O "ouvir a palavra de Deus e a por em prática" é expresso no evangelho de Mateus como o fazer "a vontade do Pai de Jesus, que está nos céus". Este tema já havia sido apresentado por Lucas na parábola do homem que constrói a casa sobre a rocha. Freqüentemente se faz a leitura bíblica em uma perspectiva de devoção e elevação espiritual individual. Contudo o sentido mais consistente dos textos bíblicos é de nível comunitário e social. Particularmente os evangelhos com o anúncio do Reino de Deus e da conversão visam a formação de comunidades que se constituam em uma nova sociedade. A devoção pessoal só é conseqüente quando leva ao compromisso comunitário e social. Nesta narrativa de Lucas, presente também nos outros sinóticos, o foco não é as relações afetivas na família, mas o sentido sócio-religioso da mesma. A família não deve ser um elo de uma corrente genealógica que garanta a inclusão em um grupo privilegiado, como assim se consideravam os descendentes de Abraão, mas deve ser um foco de irradiação do amor universal de Deus. Assim a casa da família deve ser o núcleo das novas comunidades que vivem a experiência do Reino de Deus.
José Raimundo Oliva

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

SANTO DO DIA - São Januário ou Gennaro

A esse santo é atribuído o "milagre do sangue de são Januário", ou Gennaro, como é o seu nome na língua italiana. Durante a sua festa, no dia 19 de setembro, sua imagem é exposta à imensa população de fiéis. Por várias vezes, na ocasião a relíquia do seu sangue se liquefaz, adquirindo de novo a aparência de recém-derramado e a coloração vermelha. A primeira vez, devidamente registrada e desde então amplamente documentada, ocorreu na festa de 1389. A última vez foi em 1988.

O mais incrível é que a ciência já tentou, mas ainda não conseguiu chegar a alguma conclusão de como o sangue, depositado num vidro em estado sólido, de repente se torna líquido, mudando a cor, consistência, e até mesmo duplicando seu peso. Assim, segue, através dos séculos, a liquefação do sangue de são Januário como um mistério que só mesmo a fé consegue entender e explicar.

Por isso o povo de Nápoles e todos os católicos devotam enorme veneração por são Januário. Até a história dessa linda cidade italiana, cravada ao pé da montanha do Vesúvio, confunde-se com a devoção dedicada a ele, que os protege das pestes e das erupções do referido vulcão. Na verdade, ela se torna a própria história deste santo que, segundo os atos do Vaticano, era napolitano de origem e viveu no fim do século III. Considerado um homem bom, caridoso e zeloso com as coisas da fé, foi eleito bispo de Benevento, uma cidade situada a setenta quilômetros da sua cidade natal. Era uma época em que os inimigos do cristianismo submetiam os cristãos a testemunharem sua fé por meio dos terríveis martírios seguidos de morte.

No ano 304, o imperador romano Diocleciano desencadeou a última e também a mais violenta perseguição contra a Igreja. O bispo Januário foi preso com mais alguns membros do clero, sendo todos julgados e sentenciados à morte num espetáculo público no Circo. Sua execução era para ser, mesmo, um verdadeiro evento macabro, pois seriam jogados aos leões para que fossem devorados aos olhos do povo chamado para assistir. Porém, a exemplo do que aconteceu com o profeta Daniel, as feras tornaram-se mansas e não lhes fizeram mal. O imperador determinou, então, que fossem todos degolados ali mesmo. Era o dia 19 de setembro de 305.

Alguns cristãos, piedosamente, recolheram em duas ampolas o sangue do bispo Januário e o guardaram como a preciosa relíquia que viria a ser um dos mais misteriosos e incríveis milagres da Igreja Católica. São Januário é venerado desde o século V, mas sua confirmação canônica veio somente por meio do papa Sixto V em 1586.

"ACENDER", "VER", "ILUMINAR" - Lc 8,16-18


Lucas, no contexto da explicação da parábola do semeador, apresenta algumas sentenças de Jesus, também encontradas no bloco de parábolas, em Marcos, e dispersas entre os vários discursos de Jesus, em Mateus. A primeira, com a imagem da lâmpada a ser colocada sobre o candelabro para iluminar, refere-se aos discípulos, que não devem se intimidar mas se tornar a "luz do mundo". A sentença seguinte tem duplo sentido: a malícia oculta dos fariseus será denunciada, e tudo aquilo que os discípulos conhecem, reservadamente, sobre Jesus deverá ser anunciado. As palavras que os discípulos ouvem de Jesus não devem permanecer estéreis ou relegadas ao esquecimento, mas devem alimentar a prática transformadora destes discípulos, através de seu testemunho vivo, fieis ao cumprimento da vontade do Pai. A sentença final soa estranha. Parece ser uma alusão à sociedade elitista exploradora, na qual quem tem fica cada vez mais rico, enquanto espolia os que pouco tem, empobrecendo-os cada vez mais. Pode-se pensar em uma aplicação semítica, na perspectiva da fé. Quem tem a fé em Jesus crescerá nela, enquanto que os escribas e fariseus que se limitam à fé na revelação do Primeiro Testamento acabarão perdendo-a.
José Raimundo Oliva

domingo, 18 de setembro de 2011

MISSA ACOLHE CRUZ DA JMJ E ÍNCONE DE NOSSA SENHORA NO BRASIL


A grande festa de acolhida dos dois símbolos máximos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) - a Cruz e o ícone de Nossa Senhora - chegou ao seu cume com a celebração da Santa Missa, na tarde deste domingo, 18, às 16h. O Bote Fé reúne 100 mil jovens no Aeroporto Militar de Campo de Marte, em São Paulo, segundo estimativas da Aeronáutica.

O presidente da CNBB, Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, recordou, ao início da Missa, que o tema escolhido pelo Papa Bento XVI para a Jornada no Rio de Janeiro - “Ide e façais discipulos em todos os povos!” (Mt 28, 19) - é uma convocação.

"A Igreja coloca nas mãos de vocês um desafio: seguir Jesus e anunciá-Lo pela Palavra. A Cruz é sinal do compromisso em seguir o Mestre. Sem ela, não há ressurreição. Com Ele, venceremos. E Maria é modelo perfeito desse seguimento. Que sua juventude eterna nos encoraje a seguirmos o testemunho de Seu Filho. Vocês, jovens, são sentinelas do amanhã, a riqueza da Igreja no Brasil", declarou.

Já o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri, representante oficial do Papa no evento, recordou que, na Cruz, é o próprio Cristo que passa. "É Cristo que dá novo ânimo à fidelidade na missão. Ele impulsiona a dar testemunho da fé. É impossível encontrar a Cristo e não mostrá-lo aos outros. Comunicai aos outros a alegria da vossa fé. O Papa dá a vocês a missão de serem protagonistas da bonita aventura de levar esses ícones da fé. Abracem o desejo da Cruz e desenvolvam a alegria de viver e alcançar felicidade", afirmou.

Participaram da celebração o presidente da CNBB e Arcebispo de Aparecida (SP), Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis; o Arcebispo Emérito de São Paulo, Cardeal Dom cláudio hummes; o Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), Dom Orani João Tempesta; o Bispo Auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro; o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, representando a presidente Dilma Rousseff; o prefeito de São Paulo, Gilberto kassab, e diversas outras autoridades dos Poderes Executivo, Legistlativo, Judiciário, sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e diversas outras autoridades eclesiásticas.

Canção Nova

SITE OFICIAL DA JMJ 2013 JÁ ESTA NO AR



Dom Orani tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, foi quem deu o anúncio no Bote Fé que acontece neste domingo na Cidade Paulistana, primeira arquidiocese a receber a cruz da JMJ no Brasil.

No site você encontrará toda a cobertura da cruz peregrina da JMJ em todas as dioceses do território nacional.

É um canal de comunicação entre os jovens e a equipe de organização, um canal interativo, um espaço para os internautas brasileiros e de todo o mundo, já que o site será traduzido em diversas línguas.

Jovens brasileiros e de todas as nações serão motivados a enviarem material sobre a JMJ. Esta interação fará com que o internauta alimente o site enviando vídeos, fotos, textos com temática jovem.

O site comporta ainda dicas de passeios turísticos pela cidade maravilhosa que sediará a JMJ.


No http://www.jmjrio2013.com/ há também um espaço para inscrições de voluntariado e hospedagens. Tudo para que haja uma organização prévia.

Um dos objetivos é dar a conhecer a cultura brasileira, a diversidade regional presente num país que é quase um continente, por isso tão rico na sua pluralidade. No site conheceremos a face do jovem que estará presente na JMJ.

Interaja, seja um jovem conectado, ferramentas de mídias sociais também serão utilizadas pelos internautas.

ÂNGELUS: Evangelho transformou e ainda transforma o mundo, diz Bento XVI


“O Evangelho transformou o mundo e ainda o está transformando, como um rio que irriga um grande campo”. Foi o que afirmou o Papa Bento XVI, neste domingo, 18, aos mais de quatro mil fiéis que foram à sua residência de verão, em Castel Gandolfo, para participar da oração dominical do Angelus.

“A Boa Nova destina-se a todos os homens e povos, e transforma a partir de dentro todas as culturas, abrindo-as à verdade fundamental: Deus é amor, se fez homem em Jesus e com o seu sacrifício resgatou a humanidade da escravidão do mal, oferecendo-lhe uma esperança concreta”, disse.

Hoje, vivemos ainda uma época de Nova Evangelização. Amplos horizontes estão se abrindo ao anúncio do Evangelho, enquanto regiões de antiga tradição cristã são chamadas a redescobrir a beleza da fé. Os protagonistas desta missão são os homens e mulheres que como São Paulo, podem dizer: “Para mim, viver é Cristo”.

Citando as pessoas, famílias e comunidades que aceitam trabalhar na vinha do Senhor, Bento XVI explicou que são trabalhadores humildes e generosos que não pedem recompensas senão participar da missão de Jesus e da Igreja.

Após recordar todas estas pessoas, o Papa convidou a rezarmos para que amadureçam em toda a Igreja vocações sacerdotais, religiosas e leigas, para o serviço da Nova Evangelização.

Em sua reflexão de hoje, Bento XVI se inspirou num trecho da Carta aos Filipenses em que se reitera que “Cristo não é apenas um personagem histórico, um mestre de sabedoria ou um líder religioso, mas um homem que Deus habita pessoalmente”.

Após rezar a oração mariana, o Papa agradeceu o grupo de agricultores italianos que lhe levaram de presente uma colmeia com meio milhão de abelhas a serem colocadas na fazenda de Castel Gandolfo. Esta iniciativa faz parte de uma ‘Campanha Amiga’, promovida pelos cultivadores no âmbito do mês de Salvaguarda da Criação para tutelar espécies salvas da extinção.

O Papa saudou os fiéis em várias línguas, e em alemão, pediu a seus conterrâneos que rezem pelo êxito de sua iminente viagem à Alemanha, a partir da próxima quinta-feira.

Canção Nova

BOTE FÉ AO VIVO


Sem nada pra vê na TV neste domingo? Então sintonize o Canal da TV Século XXI ou o site http://www.jovensconectados.org.br/ e assista a chegada dos íncones da Jornada Mundial da Juventude. Neste momento está tendo o show do Pe. Fábio de Melo (11h58min). E tem mais durante toda tarde. O Twitter do Santuário das Graças - @santuariogracas - estará informando passo a passo este evento. Não segue ainda? Siga agora o twiter da Casa da Mãe.

E a partir das 14h a TV Canção Nova transmitirá tudo ao vivo. A Missa será às 16h. Uma programação de primeira linha pra o seu domingo.

JUVENTUDE ACOLHE HOJE A CRUZ DA JMJ EM SÃO PAULO


A juventude brasileira acolhe neste domingo (18) em São Paulo os dois maiores símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).

A Cruz dos Jovens e o ícone de Nossa Senhora chegaram ao Aeroporto Internacional de Brasília na última quinta-feira (15), às 16h.

Nesse sábado (17), aconteceu no Campo de Marte a festa da juventude, o ‘Bote Fé’, com shows, procissão com os símbolos, missa, tendas de adoração e confissão.

Ao longo de todo o dia, os jovens puderam ouvir os testemunhos de participantes da última Jornada Mundial da Juventude, que aconteceu em Madri na Espanha no mês de agosto.

A12

SANTO DO DIA - São José Copertino

No dia 17 de junho de 1603, nasceu, no reino de Nápoles, na aldeia de Copertino, um menino de nome José. Era o filho mais novo da família Desa, cujo pai, um pobre carpinteiro, mal conseguia sustentar a família. Ele veio ao mundo num pequeno estábulo, onde permaneceu nos primeiros meses de vida, porque o pai, endividado, teve de vender o pouco que possuíam.

Já naquela época os desníveis sociais geravam miséria, insegurança e sofrimento, impedindo que filhos de famílias pobres estudassem e desenvolvessem sua cultura e inteligência. Mas, apesar de iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa. Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as agruras da miséria, como ele.

Quando completou dezessete anos, estava determinado a tornar-se frade. Mas até os capuchinhos que o haviam aceitado como irmão leigo fizeram-no devolver o hábito, por causa da sua grande confusão mental. Isso causou a José um sofrimento muito grande. Mas não desistiu. Finalmente, foi aceito no Convento de Grotella, pelos Frades Menores, que o acolheram e lhe deram uma tarefa simples: cuidar de uma mula.

Mesmo renegado, estava determinado a ser sacerdote. Foi então que as graças divinas começaram a intervir na sua vida. Apesar da dificuldade que tinha em estudar, milagrosamente saía-se muito bem nas provas para tornar-se sacerdote. Desde então, começaram a aparecer sinais de predileção divina e fenômenos que atestavam sua santidade interior, presenciados pela comunidade de fiéis e irmãos da Ordem. Eram manifestações extraordinárias, como, por exemplo, curas totalmente milagrosas de doentes de todos os tipos de enfermidades. Ainda: em êxtases de oração, caminhava pela igreja sem colocar os pés no chão e, sem tomar nenhum cuidado com o corpo, exalava um fino e delicado odor. Por tudo isso, já era venerado em vida como santo.

Outro fato relevante na vida de José de Copertino é que, apesar de quase não ter nenhum estudo teológico, tinha o dom da ciência e era consultado por teólogos a respeito de questões delicadas. Espantosamente, tinha sempre respostas sábias e claras. Com isso, José conquistou a glória máxima e, mesmo sendo considerado o frade mais ignorante de toda a Ordem franciscana, sua fama de bom cristão, seu comportamento peculiar e seus milagres chegoaram a Roma. O papa Urbano VIII convocou-o e recebeu-o com as honras de que era merecedor. Talvez esse tenha sido um dos dias mais felizes na vida de José de Copertino.

Em 1628, foi ordenado sacerdote. José de Copertino mergulhou tão profundamente nas coisas de Deus que acabou se tornando um conselheiro de padres, bispos, cardeais, chefes de Estado e religiosos em geral. Todos o procuravam. E ele os atendia com paciência, humildade e sabedoria, indicando-lhes a luz de que necessitavam.

José de Copertino morreu aos sessenta anos de idade, no dia 18 de setembro de 1663, no Convento de Osímo, Itália. O local, que se tornara um ponto de peregrinação com ele ainda vivo, tornou-se, imediatamente, um santuário a ele dedicado. Festejado liturgicamente no dia de sua morte, este singular frade franciscano é considerado pelos estudiosos como "o santo mais simpático da hagiografia católica".

Os freqüentes êxtases espirituais, que lhe permitiam "voar" literalmente pela igreja, fizeram de são José de Copertino o padroeiro dos aviadores e pára-quedistas. Também, devido à sua determinação diante das numerosas dificuldades encontradas nos estudos e exames de seleção, é considerado o santo padroeiro dos estudantes que se encontram nessa condição, anualmente.

O TRABALHO É MEIO DE SUBSISTÊNCIA - Mateus 20, 1-16a

Após abordar o tema do desprendimento face à ambição das riquezas, Mateus insere uma parábola narrativa, que é de sua exclusividade, dentro do lema: "os últimos serão o primeiros, e os primeiros serão os últimos", que não se adapta bem à parábola. Ela é dirigida às comunidades de judeo-cristãos que estavam em conflito com as sinagogas. Os judeus das sinagogas rejeitavam aqueles que aderiram ao cristianismo e ameaçavam expulsá-los de seu convívio. Eles não admitiam que, no cristianismo, os pagãos se considerassem eleitos de Deus, assim como eles próprios se consideravam, conforme sua tradição do Primeiro Testamento. Mateus quer instruir estas comunidades de judeo-cristãos no sentido de que compreendam que, pela revelação de Jesus, Deus não faz distinções entre privilegiados e excluídos, tratando a todos com misericórdia e amor, em igualdade de direitos. No seu amor abrangente, Deus não se limita ao exclusivismo pretendido pelo judaísmo. Assim, na parábola os trabalhadores de última hora (os gentios), ao receberem seu pagamento, são tratados em pé de igualdade com os primeiros que vieram trabalhar na vinha (o povo de Israel). As parábolas partem de imagens extraídas da vida real. Analisando as imagens desta parábola de hoje, vemos que, no cenário, aparecem o dono da vinha, imagem característica na tradição de Israel, e os trabalhadores desocupados na praça, cena característica de uma cidade grega. Estes "desocupados" não eram indolentes, mas curtiam a amargura do desemprego e da busca de um trabalho para a sobrevivência diária, excluídos pelo sistema social. Por um lado, pode-se ver na parábola a expressão da simples generosidade do proprietário que convocou os operários. Com pena dos últimos, decidiu dar-lhes o mesmo que aos outros. Por outro lado, pode-se analisar nestas imagens o significado do trabalho. O trabalho não é mercadoria que se vende, avaliado pela quantidade da produção que dele resultou. O trabalho é o meio de subsistência das pessoas e da família, bem como é serviço à comunidade, pela partilha de seus frutos. Todos têm direito ao essencial para a sua sobrevivência. Na parábola, a todos foi dado o necessário para a sobrevivência de um dia, independentemente da quantidade de sua produção. A venda do fruto do trabalho por um salário é uma alienação da dignidade do trabalhador e da trabalhadora. É vender uma parte do seu ser, de seu próprio corpo, do fruto de seu trabalho, para a acumulação de riqueza e prazer do patrão. A conversão é o seguimento do caminho de Deus (primeira leitura) que leva à prática de uma cidadania digna (segunda leitura).

José Raimundo Oliva

sábado, 17 de setembro de 2011

PARÓQUIA DE SANTANA DO MATOS COMPLETA 190 ANOS

A Comunidade de Santana do Matos preparou uma vasta programação para comemorar os 190 anos de criação da paróquia. A programação festiva terá início sábado, dia 17, com missa e show do Padre Zezinho. Neste domingo, dia 18, às 16h, será realizado um desfile, intitulado “Santana: cada canto um encanto”.

A programação prossegue no dia 19, com a visita da Paróquia de São José, de Angicos, a primeira a ser desmembrada de Santana do Matos; no dia 20, trezentos jovens e adultos receberão o Sacramento da Crisma, numa celebração presidida pelo Arcebispo, Dom Matias Patrício de Macêdo; dia 21, visita da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, de São Rafael, a segunda paróquia a ser desmembrada de Santana; dia 22, visita da Paróquia de São João Batista, de Açu, da qual Santana foi desmembrada; dia 23, missa e louvor; dia 24, celebração do Sacramento do Matrimônio de 80 casais; dia 25, quase cem crianças receberão a Primeira Eucaristia.

Os festejos serão encerrados dia 26, data em que a paróquia completa 190 anos. Às 17h, haverá missa solene, presidida por Dom Matias. Na ocasião, será dada a bênção da réplica da imagem de Nossa Senhora da Apresentação, que ficará na Igreja Matriz; inauguração e colocação do busto do Monsenhor José Edson Monteiro, na praça em frente à Matriz. A partir dessa data, a praça passará a se chamar “Praça Mons. Monteiro”. Após a missa, será partido um bolo com 190 metros de comprimento.

Arquidiocese de Natal

NOTA DE FALECIMENTO: Maria Dorotéia de Morais


Faleceu nesta manhã de sábado 17, na comunidade Jucuri, aos 91 anos de idade a senhora Maria Dorotéia de Morais. Maria de Marcelino como era conhecida por todos foi uma das principais idealizadora da construção da Capela de São José Operário da Comunidade Jucuri e na organização e realização das Festas do Padroeiro.

Dona Maria era zeladora do Apostolado da Oração. Dotada de um espírito evangelizador estimulava as famílias a rezarem os terços e novenas na capela da comunidade. Ela era casada com o senhor Marcelino Clemente com quem teve quatro filhos, Severino Ramos, Manoel Irineu e Maria das Graças, Auxiliadora ambas in memorium.

O seu corpo está sendo velado na Capela de São José Operário na Comunidade Jucuri, onde será celebrada Missa as 7:00 horas da manhã deste domingo 18, em seguida sairá em cortejo até o cemitério público de Florânia.

Blog do Claudiano Silva

DOCUMENTO DA CNBB - 94: Capítulo I - Partir de Jesus Cristo (14)

Cristo Cabeça remete necessariamente à Igreja Corpo (cf. Cl 1,18). Não há como ser verdadeiro discípulo missionário sem o vínculo efetivo e afetivo com a comunidade dos que descobriram fascínio pelo mesmo Senhor.Na Igreja, o discípulo missionário percebe a força de uma união que ultrapassa raças, condições econômico-sociais, preconceitos, discriminações (cf. Gl 3,28) e tudo que, de algum modo, tenda mais a separar do que a unir. Chamada a ser, na terra, sinal do Deus-Amor, do Deus-Comunhão, do Deus-Trindade, a Igreja encontra sua razão de ser na vivência e no anúncio do Reino de Deus (cf. LG, n. 1). A unidade de todos os discípulos missionários, em meio à diversidade de dons, serviços, carismas e ministérios (cf. LG, nn. 9-13), testemunha o amor trinitário do Pai, pelo Filho, no Espírito. Ao testemunhá-lo, interpela todas as formas de desfi guração humana, tais como discriminação, exclusão, exploração, separação, opressão, escravidão, manipulação, protecionismo, injustiça e ausência de reconciliação.

JMJ 2013: Papa entrega cruz ao jovem, que representa a humanidade

Núncio Apostolico Dom Lorenso Baldisseri
A cruz é nosso símbolo maior, e o Papa entrega a cruz a humanidade representada pelos jovens, aqueles que a recebem com força e entusiasmo este simbolo de salvação. A passagem dessa cruz de país a país para a JMJ significa que a redenção de Cristo está entrando na humanidade de forma geral”, salientou o Núncio Apostólico, Dom Lorenzo Baldisseri, ao falar nesta sexta-feira, 16, da chegada da cruz e do ícone mariano que acompanham as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).

A cruz e o ícone de Nossa Senhora chegaram no Aeroporto Internacional de Brasília nesta quinta-feira, 15, às 16h e segue para São Paulo onde será recebida com uma grande festa no Campo de Marte, zona norte da capital, neste domingo, 25.

Juntamente com a cruz peregrina uma imagem de Nossa Senhora acompanha todas as edições das jornadas. Esse ícone é uma cópia do ícone da Basília de Santa Maria Maior em Roma, a primeira dedicada a Nossa Senhora. Seu nome significa “Nossa Senhora Salvação e Saúde do Povo Romano".

“Aos pés da cruz estava Nossa Senhora, Maria, mãe de Deus e a partir desse momento mãe de todos nós, por isso este ícone segue junto à cruz em todas as edições da JMJ, completa o Núncio.

Para Dom Lorenzo, a preparação da JMJ 2013 no Rio de Janeiro será justamente a peregrinação dessa cruz e desse ícone nas diversas dioceses do país.

“Esse peregrinação estimulará uma reflexão profunda do significado da vida e nossa ação na sociedade, para que ela seja mais digna e fraterna, visando o bem comum, mas com uma perspectiva transcendente. O homem não se satisfaz com um horizonte apenas terrestre, humano. Essa expectativa precisa de uma resposta e a Igreja dá essa resposta”, destaca Dom Lorenzo.

Canção Nova

SANTO DO DIA - Santa Hildegarda

Hildegarda, descendente de nobre e riquíssima família alemã, nasceu no castelo de Böckekheim, na bela região do rio Reno, em 1098. Como era o costume na época, aos oito anos de idade foi entregue aos cuidados de religiosas, mais especificamente da abadessa Jutta, do convento das monjas beneditinas. Lá, recebeu os primeiros fundamentos dos ensinamentos de Cristo, aprendendo o desapego que deveria ter com as coisas e vaidades mundanas.

Assim, depois de conhecer e conviver na comunidade religiosa, Hildegarda pediu para ser aceita entre as beneditinas, ingressando como noviça sem dificuldade alguma. Quando, em 1136, a superiora Jutta morreu, a direção do mosteiro passou para as mãos de Hildegarda. Além desse convento sob seu governo, ela fundou outros dois: em 1147, o de Bingen e, em 1165, o de Eibingen, ambos na Alemanha.

Desde a infância, ela apresentava uma personalidade muito carismática e um alto grau de elevação mística. Aos poucos, esses dons acabaram se manifestando como visões, definidas por ela mesma como "lux vivens", ou seja, luz vivificante. Um dia, Hildegarda ouviu uma voz superior, que ela identificou como do Espírito Santo, ordenando-lhe que escrevesse todas as revelações que lhe eram feitas.

Apesar de não ser letrada, Hildegarda acabou por desenvolver uma grande atividade literária. Por esses dons, acabou adquirindo muito conhecimento sobre medicina e ciências naturais, transmitidos, depois, por livros precisos que escreveu sobre essas matérias, reconhecidos cientificamente. Mas o seu talento enciclopédico expressou-se, em particular, no canto e na música. Ela foi, talvez, a primeira mulher musicista da história da Igreja Católica.

O final de sua vida foi muito sofrido e amargurado. Além de estar muito doente, ainda foi vítima de injustiças e mentiras, devido ao seu rigor como superiora séria e disciplinada.

Aos oitenta e dois anos, no dia 17 de setembro de 1179, Hildegarda morreu, no seu Convento de Bingen. Pôde, finalmente, ir descansar ao lado do Senhor.

Essa mulher extraordinária, mística beneditina, cientista, conselheira de bispos e imperadores, seguiu influenciando a espiritualidade católica, mesmo depois de sua morte, por meio de seus escritos, traduzidos em quase todas as línguas do mundo, desde a Idade Média até os nossos dias. No século XX, em 1921, ainda a influência do seu carisma inspirou a criação uma nova congregação, a das Irmãs de Santa Hildegarda.

Com a fama de sua santidade reconhecida ainda em vida, fez com que vigorasse um culto expressivo e ininterrupto, mantido entre os fiéis do mundo todo. O local de sua sepultura tornou-se um dos centros de peregrinação mais visitado. Santa Hildegarda teve a sua veneração litúrgica autorizada pela Igreja, para ser comemorada no dia de sua morte.

O AUTÊNTICO DISCÍPULO - Lucas 8,4-15


Nesta parábola o destaque é o "ouvir a palavra" e as diferentes respostas. O autêntico discípulo é aquele que ouve a palavra e a põe em prática, dando frutos de amor e comunhão de vida com o próximo e com Deus. Como estímulo à ação missionária, a parábola exprime o crescimento eficaz do Reino. Existem os corações bons e generosos que recebem a Palavra e que dão abundantes frutos. Diferente de Mateus, que acentua a separação entre os discípulos que ouvem a palavra e os obstinados que a rejeitam, Lucas o ameniza. Lucas é o evangelista da misericórdia de Deus, sempre pronto a acolher a todos.
José Raimundo Oliva

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A CRUZ E O ÍNCONE DE NOSSA SENHORA, SÍMBOLOS DA DA JMJ, ESTÃO NO BRASIL


Os dois maiores símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) já estão em solo brasileiro. A Cruz dos Jovens e o ícone de Nossa Senhora chegaram ao Aeroporto Internacional de Brasília nesta quinta-feira, 15, às 16h, e seguiram para o terminal de cargas.

No total, são três caixas: uma com a haste, medindo 3,8m, e outra com o braço da Cruz, além de uma com o ícone mariano. Como o expediente da Receita Federal no aeroporto encerrou-se às 17h, não houve tempo hábil para que a liberação fosse feita ainda nesta quinta-feira. A previsão é que em torno das 11h desta sexta, 16, todos os trâmites necessários já tenham sido percorridos.

Logo após terem sido liberadas pelas autoridades, a Cruz e o ícone seguem para a Nunciatura Apostólica. Lá, o Núncio, Dom Lorenzo Baldisseri, deve conversar com a imprensa e falar sobre o evento que acontece no Brasil, em 2013.

"A Cruz chegou no Brasil. Agora vamos nos preparar para a festa do domingo, em São Paulo, quando será recebida por todos os jovens com muita festa e alegria. Assim, daremos início à Jornada Mundial da Juventude no Brasil", disse um dos integrantes da equipe organizadora da JMJ no país, padre Valdeir dos Santos Goulart, que estava presente no aeroporto.

Canção Nova

CRUZ E ÍCONE DE NOSSA SENHORA, SÍMBOLOS DA JMJ, CHEGAM DOMINGO A SÃO PAULO

Escolhido para sediar a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em 2013, na cidade do Rio de Janeiro, o Brasil se prepara para receber a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, símbolos da Jornada, que chegarão a São Paulo, às 16h no Campo de Marte. A arquidiocese de São Paulo preparou uma grande festa para acolher os símbolos, que deverão percorrer todas as dioceses do país nestes dois anos que antecedem da JMJ.

Segundo o padre Antônio Ramos Dobrado, um dos coordenadores evento em São Paulo, mais de 1.200 voluntários foram mobilizados para a festa no domingo. O evento, denominado Bote Fé, começa às 9h e se estende até às 21h. Estão programados shows, reflexões sobre a jornada e testemunhos de peregrinos que participaram da JMJ em Madri, no mês de agosto. Às 16h, os símbolos serão acolhidos festivamente e, em seguida, haverá missa.

O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, destacou que a Cruz é um indicativo de Jesus Cristo para convocar os jovens a se encontrarem com Cristo, e o Ícone de Nossa Senhora é a presença materna da Mãe de Jesus junto aos seguidores de Cristo. “Ao serem acolhidos nas dioceses de todo o país, os dois símbolos ajudarão o povo dessas localidades a tomar consciência da jornada que está sendo preparada”, destacou.

“Quem pensa que a JMJ se inicia em 2013 está enganado. A Jornada começa domingo, com a chegada dos símbolos a São Paulo e com sua longa peregrinação [pelo país], culminando com as celebrações e as festividades no Rio de Janeiro, em 2013”, disse o presidente da Comissão Episcopal Pastoral pela Juventude, dom Eduardo Pinheiro. “A escolha do Brasil [para sediar a JMJ] é uma clara demonstração do amor e do carinho do Santo Padre para com o nosso país e os jovens brasileiros”, acrescentou.

A peregrinação

Até o dia 30 de outubro, os símbolos da JMJ percorrerão as 47 dioceses do Regional Sul 1 da CNBB (estado de São Paulo). Daí os símbolos seguem para o Regional Leste 2 (Espírito Santo e Minas Gerais), onde ficarão durante todo o mês de novembro. No mês seguinte, será a vez do Regional Nordeste 3 (Bahia e de Sergipe). Também está prevista a peregrinação dos símbolos pelas capitais dos países do Cone Sul: Buenos Aires (Argentina), Assunção (Paraguai), Santiago (Chile) e Montevidéu (Uruguai). Ao todo serão 19 meses de peregrinação (veja aqui o roteiro completo da peregrinação no estado de São Paulo e no Brasil).

A cruz

Uma cruz de madeira de 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro, durante a Semana Santa de 1983 até a Semana Santa de 1984. O beato papa João Paulo 2º deu essa cruz à juventude, sendo recebida pelos jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço, em Roma. "Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção", disse o papa João Paulo II.

Desde 1984, a Cruz da JMJ peregrinou pelo mundo estando presente nas celebrações da Jornada Mundial da Juventude.

O Ícone de Nossa Senhora

Em 2003, na 18ª Jornada Mundial da Juventude, o beato Papa João Paulo II presenteou os jovens com um segundo símbolo de fé para ser levado pelo mundo, acompanhando a Cruz: o Ícone de Nossa Senhora, uma cópia contemporânea de um antigo e sagrado ícone encontrado na primeira e maior basílica para Maria a Mãe de Deus, no ocidente, Santa Maria Maior.

"Hoje eu confio a vocês o Ícone de Maria. De agora em diante, ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a Cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o Apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas", disse o papa.

SANTO DO DIA: São Cornélio

Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado, depois de um período vago na cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio. O papa Cornélio foi eleito quase por unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o sucessor, martirizado por aquele cruel tirano. Assim, Novaciano consagrou-se bispo e proclamou-se papa, isto é, antipapa. Nessa condição, criou-se o primeiro cisma da Igreja.

A Igreja debatia, internamente, para tentar uma solução definitiva quanto à conduta a ser adotada em relação a um dos seus maiores problemas da época, referente aos "lapsos", nome dado aos sacerdotes e fiéis que renegavam a fé e separavam-se da Igreja durante as perseguições que se impunham aos cristãos.

Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adotado um discurso e uma postura muito indulgente, boa e compreensiva para com os desertores da fé católica. Atitudes que lhe valeram grandes atribulações e incompreensões. Mas a toda essa oposição contou sempre com o apoio incondicional e fiel do bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da África.

Entretanto o imperador Décio morreu em combate, sendo sucedido por Galo, que voltou com as perseguições. Assim, o papa Cornélio acabou preso e exilado para um lugar que hoje se chama Cività-Vecchia, em Roma.

No exílio, o papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Onde encontrava um pouco de alegria era nas cartas que recebia do bispo Cipriano, seu admirador e amigo de fé, muito preocupado em mandar-lhe algumas palavras de consolo.
Morreu em junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por ordem daquele imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos. Foi sepultado no Cemitério de São Calixto. A festa litúrgica do santo papa Cornélio foi colocada, no calendário da Igreja, no dia 16 de setembro, junto com a de são Cipriano, que depois também foi martirizado pela fé em Cristo.

MULHERES SEGUEM JESUS - Lucas 8,1-3

Lucas, no prólogo de seu evangelho, propõe-se a fazer um relato de modo ordenado dos acontecimentos relativos a Jesus. A ordem proposta não é no sentido de linearidade histórica, mas em uma perspectiva teológica da compreensão da Boa Nova de Jesus. A introdução "depois disso" não significa uma sucessão temporal, mas uma sucessão lógica das suas narrativas. Esta é a única vez que, nos evangelhos, ao longo do ministério de Jesus, se menciona um grupo de discípulos formado por homens e mulheres, sendo estas identificadas nominalmente. Na narrativa da paixão elas aparecerão, particularmente estas que acompanhavam Jesus desde a Galiléia (Lc 23,55). Sobre as mulheres é dito que tinham sido curadas. Isto é, tinham sofrido as conseqüências da exclusão social e de gênero, mas sentiam-se libertadas por Jesus. Seguiam Jesus e serviam o grupo. Elas já entenderam e praticavam o serviço, que é a característica fundamental do Reino. Sobre os doze não se diz nada. Mas mais adiante estarão discutindo sobre quem seria o maior. Estes estão ainda possuídos da ideologia davídica em vista de um messias poderoso.Em torno de Jesus, sob o seu fascínio, reúnem-se discípulos e discípulas que vão amadurecendo. Surgem relações novas entre homens e mulheres, caracterizadas pela liberdade, solidariedade e serviço.